Fonte: Celso Fernandes - Mundo Mulher
Uma grande paixão merece todos os prazeres do mundo. E, nesse caso, muito pode ser pouco, concorda? Você tem mais para dar e receber do que imagina. Aprenda a explorar ao máximo o seu potencial erótico, descobrindo a infinita sensualidade de dois corpos que se amam. Profundamente! O Que é Bom Pode Ser Melhor Ainda Até bem pouco tempo atrás apenas uma das funções do orgasmo era conhecida: a obtenção do máximo prazer nas relações sexuais.
Passadas as mudanças, foi descoberta a segunda função do orgasmo - a terapia natural e espontânea das tensões corporais de natureza emocional, derivadas dos conflitos de nossa vida social. Fato é que a energia vital que nos anima pode fluir mal e se distribuir de modo desigual pelas diversas partes do nosso corpo quando vivemos sob tensões emocionais e psicológicas crônicas que nos fazem desperdiçar essa energia vital. Vivendo dessa forma, podemos nos sentir impotentes ou incompetentes para o amor, para a criação e para a luta na vida social. Isso acontece porque não dispomos de enrgia vital suficiente em regiões essenciais de nosso corpo na hora do amor, da criação e da luta.
Por essa razão, a natureza nos deus a segunda função do orgasmo, um meio espontâneo, agradável e eficiente de fazer com que a energia vital se renove sempre e nos anime de forma homogênea e livre por todo o corpo. Assim como o prazer é o prêmio da vida (o que se obtém a partir da primeira função do orgasmo), a redistribuição energética, que se consegue com a segunda função do orgasmo, é a maneira pela qual nos renova a vida. Tanto que ao se descobrir também que a melhor forma de se reduzir o poder vital de uma pessoa, ou seja, a sua liberdade, é dificultar a segunda função do orgasmo.
Podemos viver o prazer por meio de uma reação sexual amorosa ou não, mas é imprescindível desenvolver energia na luta pela liberdade de amar e criar. A expressão que melhor se define para a segunda função do orgasmo é um curto-circuito energético no corpo das pessoas no momento em que elas alcançam o máximo de prazer na relação sexual. O corpo, tenso e pesado, depois do orgasmo parece distender-se, ficando leve a ponto de oferecer sensações extremamente agradáveis. Assim, não seria apenas o prazer que nos proporciona a indescritível e maravilhosa sensação de ´´paz alegre`` que sentimos depois do amor.
Uma noção biológica importante para se compreender as funções do orgasmo é a da auto-regulação espontânea das funções orgânicas. Isso que dizer que se deixar-mos em paz um animal adulto ele fatalmente saberá desempenhar suas funções fisiológicas básicas, como as sexuais, por exemplo. Ele saberá obter máximo de prazer a cada encontro com seu parceiro, bem como obterá a melhor redistribuição e aproveitamento energético em cada ´´curto-circuito`` do amor. A educação social e familiar autoritária e castradora da liberdade das pessoas é que pode desviar as funções fisiológicas de seu curso espontâneo.
Essas noções levaram alguns terapêutas atuais a não trabalhar diretamente com a sexualidade das pessoas que têm problemas sexuais, mas sim sobre a educação que receberam e sobre o efeito que produziram na sua liberdade de amar. ´´No momento do orgasmo ocorre uma dissolução do ego das pessoas``. Porque para se obter um orgasmo pleno e completo, temos de abandonar todas as formas de controle e nos entregar confiantes na auto-regulação espontânea da energia vital e do prazer em nossos corpos. Na maioria dos casos de frieza sexual feminina (falta de orgasmo), as mulheres ou não conseguem se concentrar exclusivamente no amor que estão fazendo ou não podem entregar-se por inteiro ao curso natural da realização de seus desejos e fantasias. E o que impede essa concentração e essa entrega é sempre o medo da liberdade, ou seja, o medo da expressão mais intensa do que é a natural em nós: o prazer, o prêmio da vida.
Fonte: Celso Fernandes (Jornalista e Escritor) - Mundo Mulher
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