Cabeça de cuia - A opção inteligente

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Publicado em 22/04/2007 às 21h13

Um em cada 30 fetos abortados por razões médicas nasce vivo, segundo uma pesquisa de dez anos em 20 hospitais britânicos.

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Um em cada 30 fetos abortados por razões médicas nasce vivo, segundo uma pesquisa de dez anos em 20 hospitais britânicos.
 Um em cada 30 fetos abortados por razões médicas nasce vivo, segundo uma pesquisa de dez anos em 20 hospitais britânicos.

A maioria destes bebês com problemas nasceu entre 20 e 24 semanas de gravidez e todos viveram por não mais do que algumas horas.

Os números foram publicados na revista especializada British Journal of Obstetrics and Gynaecology.

A pesquisa virou tema de discussão entre ativistas pró e contra aborto na Grã-Bretanha até 22 semanas.

O aborto é legal no país até a 24ª semana de gravidez. Depois deste período, é permitido apenas no caso de a criança ter algum problema grave ou se a vida da mãe estiver em perigo.

Cerca de 190 mil abortos ocorrem por ano na Grã-Bretanha, número que equivale a cerca de um quarto das mulheres grávidas.

A maioria destes abortos é realizada em fetos saudáveis, por razões sociais.

O estudo analisou o resultado de 3.189 abortos, realizados entre 1995 e 2004, devido ao fato de o bebê ter algum tipo de deficiência. E mostrou que 102 - ou um em cada 30 - nasceram vivos.

A faculdade Royal College of Obstetricians and Gynaecologists afirmou que adota procedimentos \"rígidos\" para o aborto após a 22ª semana.

Segundo estes procedimentos, depois de 22 semanas e além, se existem sinais de uma grande anormalidade fetal e a paciente pede por um aborto, ela recebe uma injeção que pode levar à morte do feto.

A paciente tem direito de recusar este procedimento. Se o bebê nascer vivo, deve ser fornecido cuidado paliativo até a morte da criança.

Na teoria, tal evento pode resultar no médico sendo acusado de assassinato se um \"ato deliberado\" - ou seja, o aborto legal - for seguido de um nascimento de feto vivo e a morte subseqüente da criança devido à imaturidade.

Julia Milington, do grupo contra aborto Alive and Kicking Campaign, disse que as taxas descobertas em hospitais de apenas uma região da Grã-Bretanha podem ser iguais em outras regiões.

\"Se 102 entre 3.189 bebês abortados por razões de deficiência nascem vivos, então quantos bebês saudáveis poderiam ter sobrevivido? É difícil entender o número de bebês em todo o país que são deixados lutando por suas vidas\", disse.

Um porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists informou que um grupo de especialistas está examinando o gerenciamento de casos quando os bebês nascem antes de 21 semanas e seis dias para produzir um relatório com novos procedimentos.

Fonte: BBC Brasil

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