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Publicado em 26/06/2008 às 11h00

Corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso é enterrado em São Paulo

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Corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso é enterrado em São Paulo

Foto: Jorge Araújo/Folha Imagem

O corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, 77, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi enterrado por volta das 10h30 desta quinta-feira no cemitério da Consolação, em São Paulo.

Veja as fotos do enterro

O velório de Ruth Cardoso ocorreu durante todo o dia de ontem na Sala São Paulo, na região central da capital paulista, com visitação pública. Durante a madrugada e a manhã desta quinta, apenas a família e os amigos próximos acompanharam o velório.

Na Sala São Paulo, a última homenagem à ex-primeira-dama foi feita hoje por um coral. O corpo deixou o local às 10h02, e o trajeto até o cemitério durou cerca de 15 minutos.

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB), o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), dom Odilo Scherer, o líder do PV na Câmara, deputado José Sarney Filho (MA), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Luiz Fernando Furlan passaram pelo velório na manhã desta quinta-feira, entre outros.

No final da tarde desta quarta-feira, a filha do casal que estava na Europa, Beatriz, chegou ao Brasil e foi ao velório. Acompanhado dos outros dois filhos e dos netos, o ex-presidente mostrava-se abalado e não falou com a imprensa.

Ruth Cardoso morreu às 20h40 de terça-feira, em sua casa, no bairro de Higienópolis (SP). Segundo nota médica, a ex-primeira-dama foi vítima de arritmia grave decorrente de doença coronariana. Ela estava conversando com o filho Paulo Henrique quando passou mal. FHC não estava em casa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia também estiveram no velório. Eles chegaram no final da tarde, e ficaram por cerca de 40 minutos, acompanhados pelos ministros Fernando Haddad (Educação), Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social), Hélio Costa (Comunicações), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Edison Lobão (Minas e Energia), além da senadora e ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente), e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Com a morte de Ruth Cardoso, o comando nacional do PSDB cancelou as comemorações que faria ontem em Brasília pelos 20 anos de fundação do partido.

Apoio
Durante todo o dia, políticos e amigos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passaram pelo velório. Entre eles o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), o ministro Orlando Silva (Esporte), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o deputado Paulo Maluf (PP-SP), a ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), além de secretários municipais e líderes partidários.

À noite, FHC recebeu também o apoio dos deputados federais Aldo Rebelo (PC do B-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e ACM Neto (DEM-BA), do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), da vereadora Soninha Francine (PPS-SP), do ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP), do médico Dráuzio Varela, e das atrizes Bruna Lombardi e Marília Pêra.

"Dona Ruth tinha pra nós o significado da luta pela democracia, da presença da mulher na resistência democrática do país. [...] De fato, a figura de dona Ruth representava a figura da unidade [entre os partidos políticos] na medida em que ela significava um momento importante que uniu amplas forças do povo brasileiro e da vida política brasileira na luta pela liberdade", disse Aldo Rebelo.

Para o deputado ACM Neto, a ex-primeira-dama é um exemplo a ser seguido por todos os políticos brasileiros. "Acho que todos os homens públicos devem ter o exemplo de Dona Ruth sempre presentes na sua atuação, especialmente o seu espírito solidário, a sua preocupação com a formação das novas gerações de brasileiros", afirmou.

Aécio falou da relação de Ruth com FHC. "Conversavam sem precisar de palavras." Emocionada, a atriz Bruna Lombardi disse que Ruth lançou uma "luz" sobre o papel da mulher na política brasileira. "Se perde uma mulher extraordinária, mas ganha-se um grande exemplo."

Fernando Henrique também recebeu telefonemas de Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, e da mulher dele, a senadora Hilary Clinton, do rei Juan Carlos, da Espanha, do cardeal dom Claudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, e do senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Política

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decretou luto de três dias no Estado. Após a confirmação da morte, o tucano foi até o apartamento de FHC, em Higienópolis, para prestar solidariedade ao ex-presidente.

"A Ruth era uma pessoa muito especial, para sua família, para seus amigos, para nosso país. Um exemplo de dignidade, delicadeza, inteligência e carinho pelas pessoas. É uma dor imensa a que sinto nesse momento", disse o governador, durante visita ao apartamento da família.

Para ele, "os brasileiros ficaram sem a presença de uma mulher generosa, forte e combativa, que sempre sonhou com um país mais solidário, rico e justo". "A Ruth Cardoso fará muita falta. Ela era muito querida e presente no partido", disse.

O presidente Lula também divulgou nota lamentando a morte da ex-primeira-dama. Ele disse que recebeu a notícia "com surpresa", além de afirmar que a morte de Ruth Cardoso representa uma "grande perda" para o país.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) também decretou luto oficial de três dias no município

Fonte: Folha Online

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