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Publicado em 14/06/2009 às 09h30

Anvisa, Sebrae e Abipla se aliam no combate a Produtos de Limpeza informais

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Programa de Mobilização para a Regularização de Empresas no Setor de Saneantes será apresentado dia 17/6, na sede da Anvisa, em Brasília

O preocupante cenário de informalidade dentro da indústria nacional de saneantes vem motivando uma série de ações de conscientização e combate por parte da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla) e do Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos de Limpeza (Sipla).

A mais recente é uma parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), intitulada Programa de Mobilização para a Regularização de Empresas no Setor de Saneantes.

Seu objetivo é apresentar os benefícios e desafios de micro e pequenos fabricantes na regularização de seu processo produtivo. O primeiro evento do Programa será na próxima quarta-feira (17), a partir das 14h, na sede da Anvisa, em Brasília.

A ideia é mostrar a importância da adequação das empresas à legislação atual da Anvisa, introdução das boas práticas de fabricação, além do aumento da competitividade e lucratividade, garantindo uma concorrência leal no mercado, conforme explica Luiz Carlos Dutra, presidente da Abipla.

“Acreditamos que a integração de esforços entre a Anvisa, o Sebrae, a Abipla e as federações de indústrias dos estados será mais um passo importante em benefício da saúde pública, por meio do acesso à informação”, define Dutra.

Ferramentas de regularização
A partir do evento, a Anvisa convocará as Visas locais e o Sebrae ficará responsável pela convocação das unidades do Sebrae nos estados. Todos terão uma missão em comum: mobilizar os micro e pequenos empresários e oferecer todas as ferramentas possíveis para a regularização de seus negócios.

“Trata-se de uma oportunidade de aproximar o pequeno fabricante de produtos de limpeza do órgão regulador, mostrando com mais detalhes a função da Anvisa de proteger e promover a saúde da população, garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços”, esclarece Dirceu Raposo de Melo, diretor-presidente da Anvisa.

Entre as prioridades do evento estarão as discussões sobre os caminhos e perspectivas das empresas e as ações viáveis para minimizar a realidade dos produtos de limpeza informais.

Limpeza consciente
No Brasil, a indústria de produtos de limpeza é formada em 95% por pequenas e médias empresas, o que comprova uma tendência de investimento do pequeno fabricante.

Junto das federações de indústrias de cada estado, a Abipla, a Anvisa e o Sebrae esperam alcançar um grande movimento de conscientização, que resulte na regularização de boa parte da produção nacional de saneantes. Esta ação representa o pontapé inicial do “Programa Movimento Limpeza Consciente”, lançado este ano pela Abipla e o Sipla.

Inclusivo e voluntário, o programa visa contribuir com o desenvolvimento sustentável do setor de saneantes, fixando quatro aspectos principais: ambiental, econômico, social e cultural. Neste contexto, promove a revisão de valores e a mudança de comportamentos por parte de empresários e consumidores, com vistas à saúde, à segurança ambiental e ao crescimento econômico.

“A regularização do setor é o grande pano de fundo para a promoção de ações futuras nos rumos da sustentabilidade”, conclui o presidente da Abipla.

Riscos

Por desconhecimento, as pessoas não relacionam os produtos de limpeza clandestinos com a saúde pública, haja vista a imensa facilidade de acesso a receitas caseiras de produtos de limpeza.

“Para colaborar com a diminuição de gastos do consumidor, a Internet e alguns programas de televisão estimulam a fabricação caseira. O que ainda não se considera nesses meios é o risco causado pelo amadorismo na fabricação de produtos de limpeza caseiros, o que é proibido pela Vigilância Sanitária.”, lembra Maria Eugenia Proença Saldanha, diretora executiva da Abipla.

Entre os problemas causados pela irregularidade do produto de limpeza está o risco de intoxicação por ingestão acidental, no contato com a pele e com os olhos, tanto para quem se propõe a fabricar de forma caseira o produto – pela falta de informação sobre o processo produtivo e de equipamentos de segurança durante o seu manuseio – quanto para quem irá utilizá-lo na limpeza doméstica.

Além disso, por estarem acondicionados em embalagens inadequadas que não contém rótulos informando as substâncias utilizadas em sua composição, esses produtos dificultam qualquer atendimento médico pela falta de informação.

Outra questão importante é sua ineficácia. Como não há sequer um químico responsável, uma vez que esses produtos na maioria das vezes são fabricados de forma caseira, não há comprovação de sua ação bactericida. Isso significa que, embora perfumados, tais produtos podem estar contribuindo para o aumento das probabilidades de contaminação e proliferação de doenças.

Fonte: FIESP

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