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Publicado em 02/01/2010 às 12h27

Alagoas registra 17 assassinatos no primeiro dia do ano

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Ao invés de paz, a violência marcou o primeiro dia do ano em Alagoas. Nas primeiras 24 horas de 2010, 17 pessoas foram assassinadas. Os dados são dos dois IMLs (Instituto Médico Legal) do Estado, em Maceió e em Arapiraca. O número é três vezes maior que a média diária registrada em 2009, que foi de 5,3 homicídios. A maioria dos crimes foi registrada na capital e todas as vítimas eram homens.

Segundo a SDS (Secretaria de Estado de Defesa Social), a maior parte dos crimes registrados em Alagoas tem a droga como motivo principal, seja por disputa por locais de venda ou por dívidas de usuários com traficantes.

O número de mortes violentas registradas nesta sexta-feira (1º) chama a atenção quando comparadas a outros estados do Nordeste. Com uma população igual à de Alagoas e campeã em mortes entre as metrópoles do país, a Grande Recife, por exemplo, registrou seis assassinatos.

Um funcionário do IML de Maceió contou à reportagem do UOL Notícias que o volume de trabalho no feriado foi um dos maiores já registrados pelo Instituto nos últimos tempos. "Não paramos aqui. Quando a gente pensava que tinha acabado, ligavam para informar mais uma morte", disse.

Morte por apedrejamento
A violência começou nos primeiros minutos de 2010, no bairro do Jacintinho, periferia de Maceió. Benedito dos Santos Dias, de 44 anos, foi morto a tiros de revólver por um homem, que não foi identificado pela polícia e fugiu sem deixar pistas.

Durante a madrugada do Réveillon, outros quatro crimes foram registrados pela Polícia Militar. Flávio Silva dos Santos, de 24 anos, e Rubemar Pereira da Silva, de 32 anos, foram mortos a tiros também em bairros da periferia da capital.

O crime mais bárbaro vitimou o jovem José Carlos Leite da Silva, de 21 anos. Ele foi espancado e morto em seguida a pedradas no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos graves ferimentos na cabeça e morreu.

De todos os crimes, o único que resultou na prisão do autor foi em Ibateguara, zona da mata do Estado. Ainda durante a madrugada, o líder comunitário e professor de informática Fabrício Carlos de Barros Fonseca foi morto a facadas. O crime revoltou a população, que ainda tentou linchar o acusado.

Segundo a Polícia Civil, o crime foi praticado por um trabalhador rural conhecido como "Maguila". Ele foi preso em flagrante e, na delegacia de União dos Palmares, teria confessado o crime. O motivo do crime teria sido uma discussão causada após "Maguila" chutar a porta do carro do professor, que ao reclamar do ato acabou sendo morto. O acusado estava embriagado.

Até o meio-dia desta sexta-feira, dez pessoas haviam sido assassinadas no Estado. Na tarde e noite desta sexta-feira, outros sete crimes foram registrados, o último deles próximo à meia-noite e envolvendo um ex-detento. Amilton de Farias, de 33 anos, também foi assassinado a tiros na periferia de Maceió.

Segundo balanço da SDS, em 2009, até o dia 28 de dezembro, foram registrados 1.958 homicídios, fora os latrocínios. Apesar de registrar índice de 65 assassinatos para cada 100 mil habitantes, o número de mortes violentas do ano passado deve registrar uma pequena queda em comparação a 2008, quando foram registrados 2.064 assassinatos. Os dados completos devem ser divulgados na próxima semana.

Fonte: Carlos Madeiro - UOL Notícias

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