Nacional Domingo, 20 de Abril de 2014

Volume de vendas de smartphones cresce acima de 100% em 2011


22/03/2012 - 19h44min

O mercado brasileiro de Telecomunicações cresceu 13,5% (em reais) entre 2010 e 2011. A categoria de smartphones foi a que apresentou a principal variação no período: saltou 112% em volume de vendas e 68% em faturamento. A retração de preços da ordem de 21% foi um dos motivos dessa alavancagem, conforme revela a segunda e última etapa do estudo apresentado pela GfK Consumer Choices, 4ª maior empresa da área de pesquisa de mercado do mundo e líder em estudos no ponto de venda para os segmentos de tecnologia e eletroeletrônicos. Os resultados parciais de 2011 foram apresentados em novembro.

Dentre as categorias de produtos da telefonia móvel e fixa no País, smartphones vêm ganhando cada vez mais importância: representaram 34% do mercado em 2011, contra 23% em 2010. Aos poucos, vêm ocupando espaço do celular tradicional, que em 2010 tinha 68% de importância no setor de telefonia, baixando para 55% em 2011. “É inegável o crescimento dos smartphones dentro da telefonia móvel. No ano passado, 70 novos modelos desse produto foram lançados no País. Desses, 43 tinham o Sistema Operacional Android. Esse foi um dos fatores que geraram muita movimentação no mercado e contribuíram com seu crescimento”, afirma Cláudia Bindo, Gerente de Negócios  da GfK CC.

Outro fator que tem feito diferença é o preço, segundo Cláudia: “A categoria ganhou volume especialmente por causa dos produtos com preço médio mais interessante para o consumidor final. Os modelos Premium, acima de R$ 1000, continuam a apresentar um patamar de vendas estável, mas foi o lançamento de produtos mais baratos (na faixa de R$ 450) que trouxeram em 2011 novos consumidores para a categoria. Estes consumidores migraram de um celular para um smartphone”.

Celulares e Smartphones
A auditoria da GfK CC aponta que em 2010 o segmento de celulares e smartphones cresceu mais de 15% em unidades vendidas, já em 2011 foram quase 20% a mais de telefones móveis sendo comercializados no País. A tendência para 2012 é que existam nas lojas mais modelos Multi Sim Card, como já vem acontecendo desde 2009. Na época, o mercado conjunto lançou 136 modelos, com apenas dois oferecendo essa possibilidade; em 2010, dos 158 novos modelos, 18 já eram multi; e em 2011, dos 212 novos modelos surgiram 80 modelos Multi Sim Card.

Tablets
Do total de vendas da telefonia brasileira em 2011, cerca de 4% ficaram com os tablets. O produto impulsionou outra categoria, a de acessórios, com crescimento de 11% em volume e 25% em faturamento na comparação 2010 X 2011.

“Observamos a expansão nas vendas de tablets principalmente a partir de julho de 2011. Em dezembro foram comercializadas 128 mil peças”, diz Claudia que explica ainda o que levou o consumidor a se decidir pela compra: “O primeiro fator foi a evolução do preço médio que estava em torno de R$ 2.000 em dezembro de 2010 e chegou a R$ 1.200 em dezembro de 2011. Além disso, houve redução de alíquota de impostos federais favorecendo o lançamento de produtos com preços mais atrativos”.

Com a entrada de novos players no mercado, o ano fechou com 16 marcas atuando no segmento de tablets, enquanto em dezembro de 2010 eram apenas duas. A expectativa da GfK é que em 2012 o setor fique ainda mais concorrido, seguindo tendência mundial. O preço médio do tablet no Brasil (cerca de US$ 685) é considerado alto pela empresa a partir de dados comparativos com outros países onde atua.

Telefone Fixo
De acordo com a Gerente de Negócios, nos 24 países em que a GfK está presente, os telefones sem fio representaram 77% das vendas em 2011. No Brasil, houve crescimento de 50% para 54% desse tipo de produto na comparação com 2010, principalmente em função da queda de preço. A Região Sul foi a que mais cresceu (6%) na categoria sem fio, com importância de 58% no mercado desses aparelhos. “Os produtos com identificador de chamadas passaram de 60% em 2010 para 67% em 2011. Mas quando olhamos atributos como viva voz e secretária eletrônica, não apenas o percentual é baixo como até houve retração. Esses itens são atrelados a produtos mais caros que não foram o foco no ano passado”, assinala Claudia.

Fonte: LVBA Comunicação


Palavras-chave: Celulares , smartphones


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