O Projeto Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) no Quilombo, que está incentivando o associativismo e levando assistência técnica e extensão rural ao povo negro do Estado do Piauí, já atendeu 11.949 pessoas de comunidades quilombolas através da realização de 104 cursos, 10 encontros e seis seminários em quatro anos. Essa estatística está sendo apresentada pelo Emater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural) na IV Ferapi (Feira Piauiense da Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas), que está sendo realizada na Praça Pedro II, em Teresina, cujo encerramento ocorre nesta sexta-feira, 28.
De acordo com os dados, foram atendidas 76 comunidades em 24 municípios por meio da construção de 26 cisternas, instalação de 24 unidades demonstrativas de caprinos, criação de projeto comunitário de galinha caipira e doação de instrumentos musicais como incentivo das atividades não-agrícolas das comunidades quilombolas. "Além disso, foram instaladas unidades de transferência de tecnologia, sendo cinco no setor de apicultura e seis na área de caprinos", explica o diretor-geral do Instituto, Francisco Guedes.
Segundo ele, esse é um projeto coletivo do Emater em parceria com diversas instituições e entidades federais e estaduais, incluindo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), que cuida da alimentação e agricultura mundial. Ele disse que o Emater vai dar continuidade a esse trabalho para ampliar as conquistas dos quilombolas e buscar fortalecer o diálogo com as diversas instituições e entidades envolvidas nesse processo.
Francisco Guedes também falou sobre a aquisição de um ônibus volante com todos os equipamentos necessários para expedição de documentação da mulher trabalhadora rural. Ele assegurou que a agricultora familiar não recebe o Pronaf-Mulher porque não tem CPF e identidade. "Em muitos casos, ainda faltam até certidão de nascimento da mulher trabalhadora. É preciso garantir esse tipo de documentação para que elas possam também receber os benefícios das políticas públicas do governo", acentuou.
O diretor-presidente do Emater revelou outras ações do Emater, em parceria com os movimentos sociais e a SDT (Secretaria de Desenvolvimento Territorial/MDA), como a homologação de atividades de agroindustrialização em cinco territórios. "Serão investidos mais de R$ 1,5 milhão em 12 agroindústrias de mel, caju, frutas tropicais e mandioca. Destaque ainda para o investimento de R$ 100 mil para construção de um centro de formação pedagógica em apoio à cultura dos descendentes quilombolas em São João do Piauí. Será investido mais R$ 1 milhão para recuperação do Emater, com ênfase na capacitação de técnicos e servidores", finalizou Francisco Guedes.
Fonte: José Marques Filho / CCom
Palavras-chave: comunidades quilombolas
Nenhum comentário