Nacional Domingo, 20 de Abril de 2014

Rita Cadillac "tá" nem aí para críticas de ex-chacretes


29/09/2007 - 13h37min

Elas já passaram dos 50 anos, rebolaram ao vivo e a cores para o Brasil inteiro, foram símbolos sexuais, percorreram as fantasias sexuais de muita gente e agora... Bem, agora estão no centro de uma discussão que envolve inocência e moralidade.

De um lado, Rita Cadilac, a mais bem sucedida chacrete do time comandado por Chacrinha, rei absoluto dos programas de auditório dos anos 1960 aos 1980. Do outro, suas contemporâneas Lúcia Apache, Angélica Corujinha e Regina Pintinho, inconformadas com a trajetória profissional de Rita. Elas acham que suas atitudes, seu comportamento e, principalmente, suas performances em filmes pornôs atingem negativamente a imagem de todas as ex-dançarinas do Velho Guerreiro.

No tempo da "inocência"
"Todas éramos puras e inocentes. Não tinha maldade. Era tudo uma grande curtição. Sou totalmente contra filme pornô. Isso denigre a nossa imagem. A Rita nos transformou em outra coisa", reclama Lúcia Apache, 54 anos, que rebolou durante dez anos nos programas de Chacrinha e hoje leva uma vida totalmente dedicada aos três filhos num apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

"Inocente não tinha nenhuma ali", reage Rita de Cássia Coutinho, a Rita Cadilac, do alto de seus 54 anos. "Inocente para mim é criança. Assim mesmo hoje em dia já não é" avalia a ex-chacrete, que teve sua vida e carreira transformadas em documentário pelo cineasta Toni Ventura, que exibe neste domingo, no Festival do Rio, o filme 'Rita Cadilac" A Lady do Povo'

O filme deve despertar a ira das ex-chacretes. Além dos tempos de dançarina nos programas de auditório, Venturi resgata os filmes pornográficos que Rita estrela e suas memoráveis apresentações no presídio do Carandiru e no garimpo de Serra Pelada, onde fez show na década de 80 para mais de 50 mil homens excitadíssimos.

"Nosso negócio era dançar, fazer televisão e ir pra casa. Era uma época de inocência. Infelizmente tem umas que apelam muito e fica vulgar, mas não estou aqui para criticar", critica Angélica Corujinha. "Se Chacrinha estivesse vivo acho que ele não iria gostar de ver o que algumas chacretes, como Rita Cadilac, estão fazendo", supõe Angélica, que rebolou durante quatro anos no show do Chacrinha.

Alheia às críticas, Rita traz na ponta da língua a resposta para as antigas companheiras e novas desafetas. "Se elas estão incomodadas o problema é delas. Também há chacretes que não estão. Inocente, repito, não tinha nenhuma ali. Ninguém pode falar nada da minha vida. Faço filme pornô como profissional e nada disso impede que eu tenha uma moral. A única pessoa que poderia reclamar é meu filho, que tem 35 anos. E ele acha normal", explica.

Nome inspirado em rainha do striptease
Também crítica da ex-colega, Regina Pintinho, que rebolou entre 1969 e 1987, reforça o coro das que acham que o Velho Guerreiro desaprovaria a transformação de uma colaboradora em estrela. "Não discrimino nem incrimino. Cada um nasce com aquilo que tem. O Chacrinha não ia gostar, não. Eu acho que a Rita poderia mudar de nome. Todas as vezes que ela usa o Cadilac as pessoas lembram do Chacrinha. O nome remete a ele. Ela poderia ter usado Maria das Coves, por exemplo", sugere.

Rita debocha do que chama de moralismo das ex-colegas. Lembra que seu nome artístico foi criação de um amigo italiano na década de 50 e que Cadilac era o codinome de uma rainha francesa do striptease. "Eu já era chamada assim antes mesmo de entrar no programa. Chacrinha só o tornou público", conta.

Sem dar qualquer sinal de arrependimento sobre o rumo que deu à carreira, Rita Cadilac encerra a discusão dizendo que tem uma razão objetiva para ter feito tudo o que fez. "Eu tinha que pensar na minha velhice. Eu fiz por dinheiro. Se ninguém tem coragem de fazer as coisas, problema de quem não tem. Ninguém paga as minhas contas. É uma dor de cotovelo do cão. Problema de quem está com dor de cotovelo".

Fonte: Do G1, no Rio


Palavras-chave: Rita Cadillac


Comentários (1)

25/11/2009 - 18h04min

A chacrete Angelica

Quando era adolescente fiz um album de fotografias (recorte de jornais, revistas, etc) de todas elas, mas Angelica me pediu numa das vezes que fui no programa e dei pra ela. Gostaria muito de ter noticias e ver a foto dela hoje e tambem de Verônica, sua filha.

marcia maria pires ferreira, salvador-BA

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