Créditos: Costinha/Semcom
Hoje (02), os funcionários do Serviço Móvel de Urgência - SAMU, fizeram um manifesto em repúdio aos panfletos distribuídos na semana passada, onde haviam informações caluniosas sobre a coordenadora do SAMU, Clara Leal. "O panfleto foi um instrumento utilizado pelo Sindicato dos Servidores Municipais ? Sindserm para atacar um serviço com alta resolutividade na cidade de Teresina", afirmou o prefeito Sílvio Mendes.
Trechos do panfleto afirmavam que a coordenadora Clara Leal perseguia e pressionava os funcionários, sobrecarregando-os de trabalho. Diante dessas declarações, no final da semana passada, a enfermeira Clara Leal pediu a exoneração do cargo ao presidente da Fundação Municipal de Saúde, João Orlando Ribeiro Gonçalves.
De forma espontânea e em repúdio às declarações do Sindserm, os funcionários do SAMU organizaram o manifesto, através de um abaixo assinado com mais de 200 assinaturas, pedindo que a coordenadora permaneça à frente do SAMU. "O panfleto foi uma manifestação infeliz e vergonhosa e que não condiz com o pensamento da maioria das pessoas que trabalham no SAMU. A Drª. Clara é uma pessoa maravilhosa, se dedica ao trabalho, nunca nos impôs nada e sempre nos trata com muita educação", disse a enfermeira Marta Crislany, alegando que a coordenadora vive 24 horas em função do SAMU e que seria uma injustiça a saída dela do SAMU por causa de declarações que não correspondem à verdade.
Emocionada com a manifestação, a enfermeira Clara afirmou: "Não tenho como pensar em sair depois de um manifesto como esse e diante do pedido do Dr. Sílvio para que eu permaneça no cargo de coordenadora. A minha responsabilidade aumenta depois dessa atitude carinhosa dos funcionários do SAMU".
Apesar da manifestação, os serviços do SAMU não pararam. "O serviço é imprescindível para os teresinenses. Jamais pararíamos. Todos os funcionários que estão aqui estão de folga, e abdicaram do seu dia de descanso em favor dessa manifestação em repúdio ao panfleto do Sindserm", disse Ana Tecla, médica da equipe do SAMU.
Durante a manifestação, os funcionários colocaram nos próprios carros adesivos com frases como: "Não deixe o SAMU às escuras. Fique, Clara!". O prefeito Sílvio Mendes classificou a atitude do Sindserm como um equívoco, uma precipitação: "É preciso não manipular os fatos e reconhecer o trabalho silencioso e dedicado de pessoas como a Clara, que pensa no bem-estar da comunidade que mais precisa. Costumo dizer que o SAMU é o anjo da guarda da população mais pobre de Teresina e esse anjo da guarda funciona bem porque tem, à frente da equipe, uma pessoa comprometida, que tem amor pelo trabalho que realiza. Prova disso é o apoio dos servidores do SAMU à permanência dela no cargo".
O prefeito disse compreender o papel do sindicato, mas acredita ser necessári respeitar o serviço, "que está há 17 anos sendo coordenado por uma pessoa simples, dedicada e muito competente", frisou o prefeito. Ele lembrou que a enfermeira Clara já saiu da coordenação do serviço municipal de urgência, quando ainda era S.O.S. Teresina, mas voltou por absoluto comprometimento com o trabalho.
Sílvio Mendes finalizou afirmando: "A última coisa que eu faria como prefeito seria aceitar a exoneração da Clara. Eu jamais faria isso".
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