Está previsto para final deste mês o início do programa Caprichando a Morada, desenvolvido no Brasil por uma Cooperativa de Habitação, nascida no sul do país, agora atuando também no Nordeste.
Na primeira etapa, 48 casas serão construídas na zona rural de Codó em três povoados (Rumo, Bom Jesus e Barro Vermelho). Na segunda fase, mais 70 serão levantadas de alvenaria em mais cinco comunidades ainda a serem definidas pela coordenação estadual de Habitação, ligada, no Maranhão, à Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar.
Casa, pomar, jardim e horta
Os recursos são do Governo Federal, com a contrapartida do Governo do Estado. Cada casa terá custo base de R$ 7.000,00, destes R$ 2.000,00 serão recursos estaduais. Em Codó, já foi realizada, recentemente, a capacitação das famílias que receberão o benefício."Nós estamos trabalhando a capacitação do beneficiado para receber a sua habitação, uma vez que não é só a casa. Nós vamos ter um pomar (com mínimo de 15 árvores frutíferas) uma horta e um jardim em torno da casa", explicou o coordenador estadual de habitação, José Luís dos Santos Castro.
Apoio técnico e social
Além disso o programa também vai oferecer o trabalho de uma assistente social e um técnico agrícola."Vamos trabalhar com a assistente pra ta vendo o lado social das famílias e o técnico para acompanhar a produção. É mais do que um simples prédio. Nós entendemos projeto de habitação como dignidade da pessoa humana", frisou José Luís.
O Caprichando na Morada visa diminuir o êxodo rural, tão crescente em Codó."Eu já venho de lá procurar casa na rua (cidade), pra mim é muito bacana esse projeto porque a casa agora vai me procurar, a casa é quem vai atrás de mim lá no mato e lá mesmo eu vou ficar. Isso é muito importante pra mim", afirmou entusiasmado o agricultor, José Maximiano Sousa, presidente da associação de Bom Jesus.
Já o agricultor, Raimundo Pereira do Nascimento, de Rumo, ver uma nova fonte de renda no pomar e na horta que o programa também inclui. "O que já gente vai comprar no mercado, a gente já produz como a alface, cenoura, a laranja. As coisas, eu acredito, vão melhorar com esse projeto", afirmou cheio de esperança.
Fonte: Acélio Trindade - para o Imirante
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