O secretário nacional de Articulação do Ministério da Cultura (MinC), Marco Acco, esteve reunido, nessa segunda-feira (19), na Sala Torquato Neto, no Clube dos Diários, com artistas, os presidentes do Conselho Estadual de Cultura e da Fundação Quixote, produtores culturais e a presidente da Fundação Cultural do Piauí, Sônia Terra.
Marco Acco falou sobre a implantação do Plano de Aceleração da Cultura, o Programa Mais Cultura, um programa do Governo que envolve o Ministério da Cultura e vários ministérios das áreas sociais e vai destinar cerca 4,7 bilhões para a cultura no Brasil.
Segundo o secretário, são investimentos de vários ministérios, bancos oficiais, contrapartida de governos estaduais e iniciativa privada. "É um programa audacioso, pois pela primeira vez o país tem uma política pública voltada para cultura", diz.
Durante entrevista, Marco Acco explanou alguns dados da realidade cultural do país e disse que 90% das cidades brasileiras não dispõem de equipamentos culturais, espaços para formação. "Há um cenário vazio de infra-estrutura cultural e as pessoas precisam ter acesso aos bens e serviços culturais, pois é um direito do cidadão", afirma, declarando que as pessoas que têm acesso à arte têm muito mais oportunidades.
Na execução do Programa Mais Cultura, Marco Acco explicou algumas diretrizes da aplicação do recurso, como a implantação do vale cultura, que é similar ao ticket alimentação, em que as empresas repassarão aos trabalhadores o vale cultura e os funcionários poderão efetuar a troca desse vale em livrarias, teatros, cinemas, locadoras de DVDs que sejam credenciados pelo Ministério da Cultura.
Marco Acco destacou ainda os indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que os brasileiros de qualquer classe social gastam em média 4,4% do seu orçamento em cultura.
O secretário falou sobre as metas do Ministério da Cultura, que é implantar 20 mil Pontos de Cultura seguindo o modelo das já existentes e ainda com outras formatações, como Pontos de Cultura voltados para determinadas áreas, sobretudo, para a leitura. "O Brasil precisa ser bombardeado pela leitura", diz.
Para suprir a necessidade de leitura, Marco Acco falou da necessidade de modernizar as bibliotecas já existentes e criar novos espaços de leitura, como bibliotecas grandes, estruturadas aconchegantes, que tenham outras funções, além da pesquisa, que favoreçam a inclusão digital. A proposta é fazer dessas bibliotecas como as grandes livrarias do Sul do país, que sejam atraentes para o público.
Dentro do Programa Mais Cultura, Marco Acco destacou ainda ações voltadas para formação de técnico artístico, os mediadores culturais, a formação de gestores.
A presidente da Fundação Cultural do Piauí, Sônia Terra, explicou que o Governo Federal vai incentivar a produção cultural através do Programa Mais Cultura, mas para vir os recursos é necessário a elaboração de projetos tanto de instituições governamentais estaduais e municipais, produtores e artistas.
Marco Acco esclareceu ainda que os artistas e produtores já podem contar com linha de crédito do Banco do Nordeste do Brasil para produzir e divulgar seu trabalho.
Fonte: Izabel Cardoso / CCOM
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