Saúde Sexta, 21 de Novembro de 2008

Ministério lança campanha voltada a homossexuais

30/03/2008 - 12h12min

O aumento da incidência da Aids em jovens gays nos últimos anos encorajou o Ministério da Saúde a lançar, na última terça-feira, uma campanha de combate à doença entre gays e travestis com o slogan Faça o que quiser, mas faça com camisinha.

Em 1996, 24% dos jovens entre 13 e 24 anos infectados pelo vírus HIV eram homossexuais ou bissexuais. Em 2006, esse percentual saltou para 41%.

A estimativa do governo é de que 1,5 milhão de brasileiros, entre 15 e 49 anos, praticam sexo com outro homem. A probabilidade de um homossexual contrair a Aids é 18 vezes maior que a de um heterossexual.

O diretor-adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, Eduardo Barbosa, afirma que o programa foi criado e desenvolvido junto com o público-alvo. “Cerca de 270 grupos de gays e travestis do País participaram diretamente da campanha, além de enquetes na internet que possibilitaram a oportunidade de todos votarem na metodologia escolhida.”

Para o diretor, o diferencial do programa está no fato de que ele deve agir dentro do meio social destes segmentos, sempre enfocando os direitos humanos, com uma linguagem específica. “É um reconhecimento dos grupos como cidadãos, tratando as diferenças com igualdade. Todos têm direito a informações específicas para a sua vida.”


A finalidade da campanha é estabilizar a epidemia da doença e diminuir o surgimento de novos casos, oferecendo um atendimento humanizado.
“As ações são regionais, de acordo com o perfil de cada lugar e com medidas inovadoras de prevenção. Temos um orçamento para a campanha de mais de R$ 2 milhões que deverão ser investidos em prevenção”, finaliza Barbosa.

O presidente da ONG ABCD’s (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), de Santo André, Marcelo Gil, 39 anos, acredita na importância das campanhas direcionadas, desde que continuem com programas generalizados e estendam a iniciativa a outros grupos. “Toda a sociedade deve ser engajada em campanhas pela vida. É importante fazer programas segmentados com linguagem apropriada. Isso dá qualidade ao trabalho.”

Fonte: Célia Maria Pernica - Diário do Grande ABCag



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