O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Cultural do Piauí (Fundac) reúnem documentação para subsidiar o registro do modo de fazer artesanal da cajuína como patrimônio cultural brasileiro e de relevante interesse da cultura do Estado do Piauí.
Foi o que informaram o sociólogo e assessor-técnico da Fundac, Jairo G. de Araújo, e o historiador Ricardo Augusto, do Iphan. Segundo eles, a parceria com o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PI) é fundamental para estabelecer o contato e discussões com os produtores artesanais de cajuína do Estado, considerando que o Emater possui o Projeto Cajuína, que tem mapeado a localização dos produtores no Estado e incentivado a sua produção para geração de emprego e renda.
Eles informaram, ainda, que já visitaram produtores de cajuína em nove municípios, sobretudo no Território Entre Rios e Vale do Sambito. Num primeiro momento, os produtores receberam informações sobre as leis federal e estadual que tratam sobre a proteção e difusão do patrimônio cultural imaterial, no caso a cajuína.
Nesses municípios o Iphan e a Fundac apresentaram histórico do fazer da cajuína e coletaram assinaturas dos pequenos produtos para o pedido de registro nacional e para declaração de relevante interesse estadual da cultura da cajuína.
O registro e declaração implicam em ações de salvaguarda do modo de fazer cajuína artesanal. Isso significa mais incentivos previstos em leis estadual e federal no sentido de proteger os pequenos produtores, garantindo a continuidade de produção. Mais informações sobre registro podem ser adquiridos no site iphan.gov.br.
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