Assessores Técnicos do Programa Permanente de Convivência com o semi-árido (Casa do Semi-Árido) e da Secretaria de Planejamento (Seplan) estão concluindo uma Carta Consulta - operação de crédito que será enviada ao Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), até o dia 16 de maio.
O Fida é uma organização das Nações Unidas, sediada em Roma, com 30 anos de atuação em 115 países e territórios. Em janeiro, o Piauí recebeu a visita de consultores do Fundo para a formatação de seu projeto estratégico para os próximos anos.
A Carta Consulta resume a intenção do Governo do Piauí em realizar projetos para o Semi-árido e tem entre seus objetivos promover o desenvolvimento sustentável e contribuição na erradicação da pobreza no Semi-árido piauiense.
De acordo com Genival Nascimento, assessor técnico da Casa do Semi-árido, serão trabalhados quatro eixos principais para o desenvolvimento do projeto. “Estaremos trabalhando desenvolvimento produtivo, educação contextualizada no Semi-árido, desenvolvimento institucional e a gestão de projeto”, diz o assessor, informando que com isso haverá a formulação e articulação de políticas públicas apropriadas que favoreça o acesso à infra-estrutura e serviços básicos de abastecimento de água, produção agrícola e não agrícola, melhoria de renda, educação, saúde, segurança alimentar e nutricional para a população do Semi-árido piauiense.
O valor da proposta é de US$ 20 milhões que será aplicado em 5 anos e abrangerá 4 territórios: Vale do Sambito, Vale do Rio Guaribas, Serra da Capivara e Vale do Rio Canindé.
Para a realização da proposta a Casa do Semi-Árido realizou visitas a vários municípios, entre eles estavam Oeiras e Valença onde estavam presentes órgãos públicos municipais, governamentais e sociedade civil organizada. “Fizemos reuniões em vários municípios para que pudéssemos identificar as demandas de cada território ouvindo, principalmente, a sociedade civil”, ressalta Genival Nascimento.
Para a coordenadora da Casa do Semi-Árido, Lúcia Araújo, a carta consulta pretende dar continuidade a ações que já vem sendo desenvolvidas no Semi-árido piauiense. “A carta consulta representa o anseio da continuidade de várias experiências que estão sendo desenvolvidas para a sociedade civil, especialmente no meio rural”, conclui.
Fonte: Maura Duarte
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