A abertura do seminário O novo Nordeste e o Brasil aconteceu, na noite dessa quinta-feira (15), no auditório do Sebrae, e contou com a presença do governador Wellington Dias, do ministro da Cultura, Gilberto Gil; do secretário-geral da Presidência da República, ministro Luiz Dulci; e do presidente da Fundação Perceu Abramo, Ricardo de Azevedo.
Segundo Ricardo de Azevedo, o Piauí sedia o primeiro de uma série de encontros que serão realizados pelo Nordeste, sendo que em 2009 o encontro está agendado para Recife. O seminário, que termina no sábado (17), visa discutir o Nordeste, observando o desenvolvimento econômico, cultural, a irrigação e as formas de financiamento. A proposta é fazer uma publicação com os resultados do seminário.
O ministro da Cultura disse que o Nordeste, embora não sendo a região mais desenvolvida economicamente, é a mais rica do Brasil em termos culturais, no pensamento filosófico e político. Ele destacou ainda que o nordestino foi capaz de produzir riquezas no Sul do país e colonizar a Amazônia, que é uma mistura das culturas indígenas e nordestinas, segundo ele.
O governador Wellington Dias falou sobre o trabalho conjunto dos governadores em desenvolver o Nordeste, pois atualmente não há como trabalhar isolados, pois são muitos desafios em comuns, riquezas e potencialidades semelhantes.
Segundo o governador, o Nordeste tem muitas riquezas que se estivessem presentes em outras regiões, elas já estariam sendo exploradas, gerando emprego e qualidade de vida.
Na abertura, o ministro Luiz Dulci proferiu a palestra O Nordeste no contexto do PAC, em que destacou a preocupação do governo Lula com o Nordeste, trabalhando a região no projeto de desenvolvimento nacional, pensando um plano de crescimento integrado com todas as regiões e provocando transformações sociais.
O secretário-geral destacou ainda a necessidade de trabalhar o Nordeste em conjunto, mas mantendo as particularidades de cada estado, pois essas diferenças são riquezas. “É preciso superar as desigualdades, valorizando as diferenças”, afirmou, declarando que o crescimento é resultante do compartilhamento de conhecimento, de renda e de poder.
Ele declarou ainda que no momento estão surgindo um novo Brasil e um novo Nordeste, que estão consumindo e crescendo mais e que chegou a hora dessa região se industrializar e o Governo Federal está trabalhando para isso, pois vai investir até 2010 R$ 80 bilhões na região na produção e geração de energia, construção de hidrovias, estradas, aeroportos, gasodutos e refinarias.
O seminário discute, nesta sexta-feira (16), às 9h, um projeto para o Nordeste brasileiro, com a economista Tânia Bacelar e participação de secretários estaduais de Fazenda e Planejamento, Antônio Neto e Sérgio Miranda, respectivamente. No período da tarde, às 14h, o tema será a identidade cultural do Nordeste, com os expositores Cineas Santos e Sônia Terra, presidente da Fundac.
No sábado, haverá palestra com José Machado sobre o Nordeste no caminho das águas e no encerramento, será proferido palestra com o deputado federal Zezéu Ribeiro sobre as Agências e parceiros do desenvolvimento do Nordeste. As palestras de sexta-feira e sábado acontecem no auditório do CCHL, da Universidade Federal do Piauí.
Fonte: Izabel Cardoso
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