Com US$196 mil escondidos em cuecas e calcinhas, seis passageiros e passageiras de um vôo de Johannesburgo para o Brasil acabaram presos por 50 agentes da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O dinheiro, que entraria ilegalmente no país e que pode ser fruto do tráfico de drogas, foi apreendido pelo cerco que a PF e a Receita Federal estão fechando contra a lavagem de dinheiro e o crime organizado.
- Tem-se de levar em conta que toda lavagem de dinheiro tem, no mínimo, um crime anterior, e é preciso combater isso com rigor - disse o delegado Ricardo Saad, chefe da Delefin (Delegacia de Crimes Fazendários), em São Paulo.
A apreensão aconteceu na quinta-feira, quando foram presos três homens e três mulheres. A PF, que só divulgou a apreensão ontem, trabalhou coordenada com as polícias da América do Sul e deve redobrar a atenção no período que antecede as eleições e durante o processo eleitoral, para combater a lavagem de dinheiro e o caixa dois:
O delegado explicou ao GLOBO que portar o dinheiro preso ao corpo, na cintura, o chamado "dólar na cueca" é o modo mais comum de tentar viajar com dinheiro ilegal. Acaba sendo a maneira com que os portadores de dinheiro ilegal acabam sendo presos.
- Nos crimes de corrupção, os criminosos acabam usando a rede de remessa de dinheiro por doleiros, via cabo, de maneira mais sofisticada. Nas apreensões dos aeroportos, acaba sendo mais o dinheiro de lavagem dos crimes de tráfico - disse o delegado.
Fonte: O Globo
Palavras-chave: dolar na cueca , policia federal
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