A Semana da Mancha voltada para a detecção de casos de Hanseníase, realizada pela Fundação Municipal de Saúde dos dias 2 a 7 de junho atendeu 1.612 pessoas em toda a capital com 110 casos positivos de Hanseníase. Os atendimentos foram feitos através da carreta da saúde.
A carreta permaneceu dois dias em três bairros de Teresina: o bairro Dirceu, Promorar e Buenos Aires. No Dirceu foram realizados 342 atendimentos com 28 casos positivos da doença. No bairro Promorar o número de atendimentos foi maior, 654 consultas com 43 casos de Hanseníase. No Buenos Aires, último bairro visitado pelo caminhão consultório, foram atendidas 612 pessoas e detectados 40 novos casos da doença.
“As pessoas que deram positivo para Hansen saíram da carreta com o tratamento adequado. Todos os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo Ministério da Saúde, através da Fundação”, afirmou a gerente de epidemiologia da FMS, Amparo Salmito.
A detecção da hanseníase não encerra com o fim da semana da mancha e a partida da carreta da saúde. O exame da mancha é realizado em todos os hospitais do município. O exame é rápido e quanto mais cedo for diagnosticada a doença, mais rápida será a cura sem seqüelas. “A Hanseníase é uma doença que tem cura e a falta de informação ainda prejudica o diagnóstico e tratamento que apesar de longo não deve ser interrompido”, explicou a coordenadora de Ações Assistências, Amaríles Borba.
Amaríles lembra que dado o início do tratamento a doença não é mais transmissível. “A hanseníase é uma doença de alta transmissão, mas iniciado o tratamento não há possibilidade de contaminar outras pessoas”, finalizou.
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