Mundo Sábado, 20 de Março de 2010

Phoenix enfrenta dificuldades para analisar solo de Marte

10/06/2008 - 21h13min

Os engenheiros da Nasa (agência espacial norte-americana) estão enfrentando dificuldades em analisar o solo do pólo norte de Marte, por meio da sonda Phoenix. O solo é mais compacto do que se imaginava, dificultando a tarefa de colocar partículas sobre um instrumento chamado Tega, responsável por analisar esses componentes.

Desde sexta-feira (6), os técnicos tentam colocar, por meio do braço robótico da Phoenix, as amostras diretamente no Tega, mas o material não entra o suficiente, em razão da compactação do solo. "As partículas do solo ainda não conseguiram entrar no Tega. Sacudimos as amostras, mas ainda não entrou o suficiente", afirma Ramon De Paula, chefe da missão na Nasa, por e-mail.

Agora, os técnicos vão tentar uma estratégia diferente: colocar a pá do braço robótico acima do "alvo" e apenas "polvilhar" amostras do solo sobre o Tega, por meio de um instrumento de vibração.

De acordo com De Paula, essas dificuldades já eram esperadas. "Temos de aprender a lidar com o solo e também aprender a lidar com os equipamentos. A missão é complexa e temos que fazer tudo de muito longe. Essa região em que estamos é nova para nós, e muito fria, e tudo isso afeta o como devemos lidar com o solo", afirma o engenheiro.

A função do Tega (sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido) é esquentar amostras coletadas pelo braço robótico, transformando os materiais em gases. Com isso, é possível identificar os compostos químicos e analisar sua composição. Primeiro os técnicos vão analisar mostras da superfície do planeta e depois o subsolo, para fazer comparações.

Missão no gelo
A Phoenix pousou no último dia 25 em Marte, com a missão investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta --procurando por condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos, ou respostas para questões climáticas, como o aquecimento global.

Apesar de estar a cerca de 275 milhões de km de distância, a Phoenix age de acordo com comandos enviados por profissionais em terra. Os técnicos recebem informações enviadas pela sonda e, com base nessas análises, enviam os comandos para a sonda.

Se tudo ocorrer conforme o planejado, a sonda vai ficar em operação por 90 dias. "Depois, vai virar mais um ferro velho que os terráqueos colocaram em Marte", brinca o brasileiro. Enquanto estiver em operação, por meio de um braço robótico, a sonda deve recolher amostras que serão analisadas por instrumentos localizados na própria sonda em Marte. Entre eles estão câmeras e microscópios, além de outros equipamentos de análise, como o Tega.

Fonte: Folha Online


Palavras-chave: marte , phoenixx


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