Mais do que os costumeiros processos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, inquéritos de crimes mais comuns às portas de delegacias estão se tornando cotidianos em muitas casas legislativas. No Rio, essa realidade levou o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), desembargador Roberto Wider, a levantar mais uma vez a bandeira da moralidade.
Apesar da indicação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que políticos que respondem a processos sem condenação definitiva poderão concorrer às eleições, Wider acredita que a Corte não se furtará a negar muitos registros de candidatura.
Para ele, a divisão dos ministros do TSE (expressa no placar de 4 a 3 da votação sobre o tema) indica que, ao analisar os recursos de candidatos recusados pela Justiça Eleitoral nos Estados, eles vão compreender que muitas fichas sujas não podem ser aceitas.
"O TSE está praticamente dividido agora, antes de julgar os casos. Imagine quando eles encontrarem lá um monte de candidatos com um monte de crimes. Nós tivemos aqui no Rio em 2006 candidatos com 25 homicídios nas costas. E concorreram à eleição", conta Wider. Mesmo com a posição do TSE, ele conseguiu convencer os presidentes dos TREs de todo o País a vetar candidatos com ficha suja.
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