Educação Quinta, 04 de Dezembro de 2008

Livrarias de Codó não vendem livros

02/07/2008 - 09h49min

Existem livrarias em Codó, mas elas não vendem livros. São, na verdade, apenas revendedoras de material escolar. Luís Francisco das Chagas Costa, vendedor, explicou que falta consumidor interessado em comprar livros.

“Não há consumidor para comprar livros. Ele investe somente em apostilas. Trazem o livro e tira a xerox. Isso é bom para quem trabalha com xerox. Para quem vende livro, atrapalha. Ou seja, indo à livraria você não vai encontrar livros”, afirmou Luís Costa.

Vanderly Gomes, professor, pensa diferente. Público interessado existe. Mas a necessidade desse mesmo público, ainda que pequeno, não é atendida. “Os proprietários de livrarias quando trazem os livros não atendem a necessidade da comunidade. A maioria é formada por professores. Então, eles têm que comprar livros voltados para a área pedagógica. Resta o sebo, de dois em dois meses. Existe a clientela. Os comerciantes devem procurar quais livros estão sendo utilizados atualmente, que cursos estão sendo oferecidos na cidade para se adequarem a esta realidade” alertou Vanderly Gomes.

Para os estudantes, a situação é pior. A Biblioteca Pública Municipal Fernando de Carvalho está fechada desde janeiro do ano passado. Para melhorar o que é ensinado na escola, Geó Rodrigues, estudante, diz que é indispensável novas leituras.

“Só o que a escola dispõe para o aluno é insuficiente para nós aprendermos o que realmente precisamos, mas quando nós saímos à procura disso não encontramos. Isso é péssimo. Vivemos numa cidade sem livros”, reclamou o estudante.

Quem não passa por esse problema são os leitores que adquiriram o gosto por leituras evangélicas. Este público já conta com duas bibliotecas. Uma delas oferece aluguel de livros a R$ 0,50, por dia. O proprietário, Raniere Vitorino Rodrigues, afirmou que isso tem impulsionado o gosto pela leitura na cidade, sobretudo entre os jovens evangélicos.

“Com isso, qualquer pessoa pode ler um livro em uma semana, pagando apenas R$ 3,50. Falando de um livro que pode custar até R$ 40,00, é muito bom. Isso tem impulsionado e muito o negócio, justamente por esta facilidade. Nosso plano é montar, brevemente, uma biblioteca que oferte literatura pedagógica também”, disse o empresário.

Este é sem dúvida um público de leitores considerados fiéis. Iraneide Silva, leitora, tem preferência por livros evangélicos de auto-ajuda direcionados a manutenção da fé e da família. Ela explicou o porquê. “Para a gente ser mais próxima de Deus, temos que conhecer mais as coisas que Ele fez”, ressaltou a leitora.

Fonte: O Estado do Maranhão



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