Economia Domingo, 05 de Julho de 2009

BB trabalha para incorporar o BEP até o fim do ano

07/07/2008 - 07h44min

O presidente Luiz Inácio Lula autorizou a saída do Banco do Estado do Piauí (BEP) do Programa Nacional de Desestatização (PND) para dar prosseguimento ao processo de incorporação da instituição pelo Banco do Brasil.

O BB trabalha para que a compra seja concretizada até o fim deste ano, assim como as demais operações em andamento. Tais como, Nossa Caixa (SP), Banco de Brasília (BRB), do Distrito Federal, e Banco do Estado de Santa Catarina (Besc).

A incorporação do banco catarinense é a mais avançada, entre as demais. A expectativa é de que a operação seja concluída no próximo mês, disse o gerente de projetos do BB, Guilherme André Frantz, à Gazeta Mercantil.

O decreto (nº 6.502) assinado pelo Presidente Lula que propõe a exclusão do banco Piauiense do PND foi publicado no Diário Oficial da União, da edição de sexta-feira. Criado na década de 1990 para apoiar a privatização de empresas estaduais, o PND está nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo fontes do banco de fomento, não resta mais nenhum banco na lista do programa, após a saída do banco Piauiense. Além do banco do Piauí havia também o Besc que já tinha saído do programa no início deste ano.

O próximo passo do BEP no processo de incorporação pelo BB é a contratação de uma empresa de auditoria para analisar suas contas, por meio de licitação, explicou Frantz. O Banco do Brasil começou a trabalhar no levantamento das contas do banco Piauiense desde abril, com a contratação da consultoria PricewaterhouseCoopers. O gerente do BB não quis antecipar o resultado apurado até agora nas análises do BEP, que deve ter a folha de pagamento dos servidores estaduais e a conta única do Estado, por exemplo, transferidos ao BB.

O processo de incorporação do BRB pelo Banco do Brasil é o menos avançado, segundo o BB. Mas a idéia é concretizar todas as operações em 2008. Ainda não está definido se o banco brasiliense será incorporado pelo BB ou se será leiloado para atender ao pleito de Bradesco, Itaú e Santander, disseram fontes do Governo do Distrito Federal (GDF), o principal acionista do banco, que quer R$ 2 bilhões pela instituição, mas os compradores querem pagar apenas R$ 500 milhões.

A primeira fase da auditoria do banco foi encerrada na última semana, e a definição final sobre a operação sairá apenas em outubro, previu a fonte. Se de um lado o GDF quer fazer o leilão do banco para tentar faturar mais, de outro há o pedido informal do presidente Lula ao governador José Roberto Arruda para deixar o banco em poder do BB.

Segundo esta fonte, o GDF tem pressa de vender o banco porque teme uma depreciação de seu valor financeiro. Argumenta que a instituição pode perder clientes, porque os servidores públicos do Distrito Federal são obrigados a ficar no banco apenas até 2011, e a folha de pagamento dos funcionários é o seu maior ativo, com valor anual de R$ 8 bilhões.

Fonte: Gazeta Mercantil - Viviane Monteiro


Palavras-chave: bep


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