- A Areal Cred Fomentos funciona em dois endereços bastante conhecidos em Rio das Pedras. A empresa, credenciada para ser uma factoring e com nome fantasia de Pinheiro Crédito, é popular entre os moradores da favela: nas lojas, obtem-se dinheiro a juros. Para a Polícia Civil, é uma empresa investigada por realizar empréstimos sem autorização do Banco Central. Já a deputada Cidinha Campos (PDT) dispara: “O que faz mesmo é agiotagem”.
A empresa foi criada em 2004 pelo major Dilo Pereira Soares Júnior e o sargento reformado Dalmir Pereira Barbosa. No ano passado, faturou perto de R$ 50 mil, o melhor desempenho financeiro desde sua criação, e justamente quando o major deixou oficialmente a sociedade. Os relatos enviados à 32ª DP (Taquara) e a Cidinha Campos, porém, dão conta de que o policial continuaria à frente dos negócios. “Nem sabia que ele tinha saído”, informa a parlamentar.
A ‘retirada’ dos negócios se deveria à investigação por agiotagem que a Polícia Civil abriu contra a Pinheiro Créditos, depois de apelos de moradores endividados. Eles não tinham como pagar os juros, deixaram a dívida aumentar muito e, agora, estão sendo ameaçados pelo grupo. “Lá não tem SPC. Se não pagar, não fica com crédito sujo. Morre”, relata um dos endividados, que foi obrigado a abandonar a casa para não morrer. “Paguei tudo, só ficou faltando um pedacinho dos juros. Mas não teve conversa”, lembra. As vítimas identificam um homem conhecido como ‘Beto Bomba’ como o encarregado da cobrança da Areal Fomentos. Ele retém os documentos de carros e casas até o pagamento da última prestação. “Se não pagar, eles tomam a casa e vendem novamente”, revela uma outra vítima do esquema.
Fonte: O Dia
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