O empresário Eike Batista, dono da holding EBX, deve voltar ao país ao longo desta semana. Ele passa férias com a família no exterior. Eles têm passado por várias cidades, como Miami, nos Estados Unidos, por onde começou a viagem. A MMX, empresa de mineração da EBX, é alvo da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades em uma licitação de uma estrada de ferro no Amapá, sonegação de impostos e extração ilegal de ouro.
A operação Toque de Midas, deflagrada na última sexta-feira, alterou a rotina dos funcionários. Segundo a fonte, o servidor da empresa parou de funcionar às 10h. Com isso, ninguém conseguiu trabalhar nem enviar emails. Os funcionários teriam até cancelado encontro informal que acontece às quintas-feiras, no bar Belmonte, que recebeu o apelido de BelmonteX - em referência às empresas do grupo, que têm a letra X.
- Isso é muito injusto com o Eike. Ele é o que mais trabalha na empresa e um chefe ótimo - disse a fonte.
Na sexta-feira, 20 policiais cumpriram três mandados no Rio. Foram à casa de Eike no Jardim Botânico, de Flávio Godinho, vice-presidente da MMX, e na sede da EBX e da MMX, no Flamengo. Segundo a fonte, a casa, alvo da PF, é, na verdade, sua segunda residência.
- E a sala de Eike é em outro prédio. A PF ficou limitada ao quarto andar de um dos prédios.
Fonte: Bruno rosa - O Globo
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