Levantamento feito nos principais hospitais cardiológicos de São Paulo deve acender um sinal de alerta aos jovens que fumam, consomem drogas, são estressados e sedentários. Pessoas que se encaixam nesses grupos de risco estão sofrendo infarto do miocárdio cada vez mais cedo.
De acordo com o estudo, aumentou o número de jovens na faixa etária entre 20 e 40 anos que infartaram. Se há dez anos essas pessoas representavam 6% dos infartados, hoje, representam, em média, 12%.
O levantamento, coordenado pelo cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese, apontou 249 casos com jovens entre 17 e 40 anos nos últimos dois anos. A maioria era de homem com menos de 30 anos (60% dos casos). 91% eram fumantes.
Segundo disse o médico à reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, o tabagismo é o principal fator de risco para infartos. Antecedente familiar é outro fato
Em alguns hospitais, a média de jovens infartados é ainda maior do que a apontada no levantamento. No Hospital do Coração (HCor), os jovens infartados correspondem a 20% dos casos. Já no Instituto do Coração (Incor), o que chamou a atenção foi o aumento de infartos entre as mulheres (14% contra 6% entre homens).
Para os médicos, além de estarem expostas aos mesmos fatores de risco dos homens, muitas das mulheres jovens usam anticoncepcionais, que podem aumentar as chances de problemas cardíacos. No Incor, o índice de mortalidade entre jovens não chega a 1%. No público acima dos 50, a média chega a 10%. Os médicos alertam, no entanto, que o infarto deixa o coração debilitado
Fonte: Metro
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