Depois do trânsito, afogamento é a causa mais freqüente de mortes acidentais na faixa de 0 a 14 anos, que somam 5,8 mil por ano; nos hospitais, maioria das internações ocorre por quedas.
A cada hora e meia, uma família brasileira chora a morte de uma criança vítima de acidente. Por ano, segundo dados do Ministério da Saúde, 5,8 mil pessoas de 0 a 14 anos morrem de causas acidentais.
Os desastres de trânsito e os afogamentos lideram o ranking, com, respectivamente, 40% e 26% dos óbitos (veja quadro ao lado).
Luciana O’Reilly, da ONG Criança Segura, que tabulou as informações do ministério, explica que uma criança pequena pode se afogar numa lâmina de água com pelo menos 2,5 cm de profundidade.
Por isso, ela recomenda que os pais e responsáveis mantenham as crianças distantes até mesmo de baldes com roupas de molho.
Internações
As internações por acidente na faixa etária de 0 a 14 anos, que somam aproximadamente 136 mil por ano, têm outro perfil. A maioria (55%) ocorre por causa de quedas.
Luciana diz que não é possível saber se a maior parte dos acidentes acontece em casa ou na rua: a informação não consta do banco de dados do Ministério da Saúde.l
24% das cidades não têm creche pública
Dados do censo 2007 do Ministério da Educação (MEC) revelam que 1.356 municípios brasileiros (24% do total) não oferecem creches públicas a sua população. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, um estudo do MEC comprovou que os estudantes que freqüentaram creches possuem desempenho 8,6% superior nos exames nacionais de matemática em relação aos demais alunos.
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