A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo proibiu, por um período de 90 dias, a venda e a distribuição do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe), do laboratório Novartis, em todo o Estado. Entre 2005 e 2007, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) recebeu 609 notificações de reações adversas previstas e não previstas na bula do medicamento.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, do total de notificações, 608 foram feitas pelo próprio laboratório, que é obrigado a relatar reações adversas comunicadas pelos consumidores. Entre as reações apresentadas, 147 foram consideradas graves, como infarto, arritmia, hepatite, hemorragias, pancreatite, edema de glote, insuficiência renal, broncoespasmos e choque anafilático.
A secretaria sugeriu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em outubro de 2007, o cancelamento do produto em todo o País, com base nas notificações recebidas. Um relatório sobre as reações adversas foi encaminhado ao órgão federal, que ainda não decidiu pela interdição em nível nacional.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o Prexige vem sendo proibido em diversos países, como Canadá, Reino Unido, Argentina e Austrália, dentre outros, em razão de reações adversas relatadas por consumidores.
O CVS informou que irá comunicar a proibição às vigilâncias sanitárias municipais, que são responsáveis pela fiscalização de farmácias e drogarias, sobre a proibição. Também serão informadas as entidades de classe ligadas às áreas de medicina, enfermagem e farmácia, além do próprio laboratório, que deverá providenciar o recolhimento do produto no mercado.
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