Uma reunião com seis horas de duração selou o fim da greve dos funcionários dos Correios. Participaram do encontro o ministro das Comunicações, Hélio Costa, diretores da empresa e líderes sindicais. Ficou acertada a incorporação ao salário do adicional de 30% de periculosidade. Os dias parados não serão descontados. Uma assembléia dos trabalhadores deve ratificar o acordo para permitir a volta ao trabalho. Eles voltam a trabalhar na segunda-feira.
O encontro também decidiu que será discutido um novo plano de cargos e salários da categoria.
Os funcionários dos Correios paralisaram suas atividades no dia 1°. De acordo com a empresa, a adesão foi de 17,5% dos empregados e de 25,5% dos carteiros em 21 estados e no Distrito Federal. Os representantes da categoria, no entanto, avaliaram que a greve foi total.
Os transtornos durante o período de paralisação foram imensos. Cerca de 130,4 milhões de correspondências deixaram de ser entregues, prejudicando a remessa de contas.
O ministro Hélio Costa, decidiu entrar pessoalmente nas negociações depois de sucessivas tentativas frustradas de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria reivindicava o pagamento de abono emergencial de 30% sobre o salário-base, de julho a setembro, para os carteiros. Se o acordo não fosse firmado, o TST iria julgar o dissídio coletivo na terça-feira.
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