A rede Espelunca Chic, com sete bares no Rio, está iniciando sua expansão por São Luís, no Maranhão, e de olho no público feminino. Para agradar essa clientela, a rede dá atenção especial à decoração, cardápio e bebidas. Entre a freguesia, 56% são mulheres, segundo o sócio da rede, Roberto Zaccaro.
A escolha de São Luís, cujo bar será inaugurado em setembro com investimento de R$ 450 mil, não foi por acaso. Além de razões econômicas, pois a capital maranhense cresce com os negócios da mineradora Vale na região, há uma explicação local mais demográfica. "A reclamação das mulheres de São Luís é que são cinco mulheres para cada homem", diz Zaccaro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população feminina na área urbana da capital maranhense é 15% superior à masculina. Zaccaro também viu na cidade uma forte demanda por botequins mais requintados. "Lá não tem cinema, teatro, divertimento. Só tem restaurante", afirma o empresário, que divide o controle do negócio com Daniel Guerbatin. Outros investidores participam de forma minoritária nas casas, mas apenas com o capital.
Com decoração charmosa, os bares do Espelunca Chic servem bebidas mais doces, como caipirinhas de frutas caramelizadas e oferecem opções leves no cardápio, além das tradicionais frituras de botequim.
No Rio, os bares do Espelunca Chic, consumiram investimento de R$ 9,5 milhões desde a abertura da primeira casa, em setembro 2006, e faturam cerca de R$ 2,8 milhões ao ano.
Mesmo com a Lei Seca, que fez cair em 20% as vendas, Zaccaro impulsionará o plano de expansão a partir deste ano e pretende abrir pelo menos três lojas até 2013. O empresário prevê adaptações na legislação e não acrescentou nenhum drinque sem álcool no cardápio.
Depois do Maranhão, o plano é abrir lojas em diversas regiões do país, além de São Paulo. Há negociações avançadas para a implantação do botequim em cidades da região Sul e em Vitória. Também há conversas para a rede chegar em Salvador, Goiás, Recife, Aracaju, Brasília, Maceió, Belém do Pará e Imperatriz (MA).
A expansão se dará por meio de um sistema de concessão de marca, diferente do sistema de franquia. Os donos da rede não fazem a distribuição de comida ou bebida e recebem um pagamento pelo uso da marca.
Fonte: Ana Paula Grabois - Valor
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