O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, devem se mudar nos próximos meses para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), deixando o Palácio do Planalto.
O local de trabalho do presidente passará por reforma, a primeira de grande porte desde que foi fundado, na época da inauguração de Brasília. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse preferir poder trabalhar perto do Congresso Nacional, possivelmente em um dos anexos do Planalto.
A idéia inicial era que o presidente e os ministros se mudassem para o Palácio do Buriti, antiga sede do governo do Distrito Federal. Oferecido pelo governador José Roberto Arruda (DEM), o Buriti foi visitado por Lula no início de abril, quando foi feita uma solenidade para o empréstimo oficial do prédio.
Por ser muito próximo à rua e não ter vidros blindados, a segurança de Lula impôs restrições à utilização do local. O Buriti deve ser eventualmente utilizado para solenidades, assim como o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério de Relações Exteriores.
Ao visitar o Buriti há cerca de três meses, Lula defendeu a reforma do Planalto e reclamou de "gambiarras" em seu atual local de trabalho, que, segundo ele, poderiam provocar incêndios no prédio, e do mau estado dos carpetes do Planalto, comparando-os a tapetes por onde tivessem passado "80 carretas de petróleo".
Uma reunião de Coordenação Política, agendada para a próxima semana, deve definir onde o presidente e os ministros passarão os próximos meses. A idéia é que a reforma do Planalto seja concluída antes do fim do mandato do presidente, em 2010.
Desde dezembro, o escritório do arquiteto Oscar Niemeyer trabalha em um projeto de restauração do Palácio do Planalto. A equipe foi contratada por R$ 1,06 milhão. Até agora, segundo auxiliares, não foi entregue a proposta de projeto arquitetônico, que deve sugerir a troca de painéis de madeira, elevadores, aparelhos de ar condicionado, fiação e sistema de iluminação, além de mármores do teto do palácio.
A equipe do presidente ainda não trabalha com um valor estimado de toda a reforma do prédio. Assessores informam que quando Niemeyer entregar o projeto de restauração será aberta licitação para a contratação de empresas privadas.
No primeiro mandato foi reformado o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Lula. A restauração do prédio entre 2004 e 2005 teve custo total de R$ 18,4 milhões, financiados por 20 empresas particulares.
Fonte: Laryssa Borges
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