Foto: Maoel Mesias
“O jornalista precisa ser um agente de transformação social”, defende o professor da USP e mestre em comunicação, Élson Faxina, que atua como professor no Paraná e participa do I Seminário Latino-Americano de Comunicação, que acontece até o dia 26, no Rio Poty Hotel. Ele questiona o papel do profissional que atua como office boy da informação e destaca a consciência critica do profissional como diferencial importante na mediação desse trabalho.
“Quando oriento meus alunos a produzir reportagens, um dos critérios que coloco é que eles apontem como essa matéria vai interferir na sociedade, como o profissional contribui para transformação política e cultural da sociedade”, explica o mestre e jornalista da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, Élson Faxina.
Para Faxina, comunicação é mais provocação que ensinamento. “É preciso deixar que a pessoa conclua. Temos um problema sério que é emitir opinião. Deixe que seu ouvinte conclua”, explicou, durante o painel Comunicação e educação para uma cidadania crítica, ao ser questionado pela estudante Ludimila Monteiro, sobre o tom didático com que os veículos trabalham a comunicação.
Para o professor Orlando Guilhon, assim como o administrador prima pelo lucro, o gestor da rádio pública precisa ser um facilitador da participação pública. “Além dos Conselhos existem muitas formas de se promover essa participação cidadã”, explica Guilhon, que é presidente da Associação de Rádios Publicas do Brasil e Superintendente da Empresa Brasil de Comunicação.
Fonte: Elza Muniz
Palavras-chave: seminario
Nenhum comentário