Nacional Segunda, 01 de Dezembro de 2008

Eike Batista chora na entrega da licença para Porto de Açu

31/07/2008 - 08h24min

A solenidade de entrega da licença prévia para a construção da usina termelétrica a carvão de Porto do Açu, da MPX , transformou-se em um verdadeiro ato de apoio ao empresário Eike Batista, que fez nesta quarta-feira sua primeira aparição pública desde que foi deflagrada a operação Toque de Midas, da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades em negócios do grupo que ele chefia. Emocionado, Eike foi às lágrimas.

Além de empresários e autoridades do governo do Estado do Rio, que não pouparam elogios ao empresário Eike Batista, estavam presentes à cerimônia, no Salão Nobre do Palácio Guanabara, o pai Eliezer Batista, sua atual namorada e os dois filhos.

    " Não poderia deixar de fazer a manifestação pública de repúdio às forjadas e descabidas acusações que tentaram manchar sua honra de cidadão, empresário e brasileiro "

Em discurso, o conselheiro da EBX Rafael de Almeida Magalhães criticou a Polícia Federal pela falta de prudência e ponderação, o Ministério Público e jornalistas. Ao destacar que as acusações eram injustas, Eike Batista não conteve as lágrimas e chorou.

- Foi armado um enredo tragicômico pela expúria acusação de alguns agentes da Polícia Federal, descuidados dos deveres de prudência e ponderação, que devem exercer essas importantes instituições. Alguns dirigentes do Ministério Público, atraídos pelos holofotes da evidência pública e por alguns jornalistas seduzidos pela notoriedade, envolveram o projeto da MMX no Amapá - acrescentou Magalhães.

Todos os demais executivos do governo, como o Secretário de Desenvolvimento, Indústria e Energia do Rio, Júlio Bueno, assim como o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, e o presidente da Associação Comercial, Olavo Monteiro de Carvalho, não pouparam palavras de elogio ao empresário Eike Batista. Por fim, o governador Sérgio Cabral elogiou o empresário e seu empreendedorismo, mas rejeitou as críticas feitas a instituições como a PF, Ministério Público e à imprensa.

- Vamos ter cuidado nas críticas a essas instituições que podem errar, mas são fundamentais à democracia. É melhor ter uma Polícia Federal e um Ministério Público trabalhando e uma imprensa livre do que no tempo que tive que visitar meu pai na cadeia quando tinha sete anos. Eike, vá em frente. Teus negócios são maravilhosos - concluiu Cabral.

Fonte: Ramona Ordoñez - O Globo



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