Um grupo de especialistas norte-americanos recomendou que não sejam mais feitos exames de rotina para detectar um eventual câncer de próstata em homens maiores de 75 anos porque são mais nocivos do que benéficos, segundo um informe publicado nesta terça-feira nos "Annals of Internal Medicine".
Essas novas recomendações emitidas pelo USPSTF (Grupo de Trabalho de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, na sigla em inglês) revisam as de seu informe anterior de 2002 e poderão levar a uma mudança da prática atual.
Esse grupo de renomados médicos considerou que mais dados são necessários para determinar se os homens de menos de 75 anos serão beneficiados por esses exames rotineiros.
Trata-se principalmente de um exame de sangue destinado a medir o antígeno específico da próstata (PSA) que permite o diagnóstico do câncer em um estado precoce, único estado no qual é potencialmente curável.
O recurso generalizado a esse exame levou a uma taxa elevada de detecção. Em 2007, mais de 218 mil norte-americanos tiveram câncer de próstata diagnosticado, segundo estatísticas federais.
Devido ao fato de que esse câncer evolui em geral lentamente, em 29 a 44% dos casos nos homens maiores de 75 anos a doença não afetará sua saúde nem sua expectativa de vida.
No entanto, um tratamento pode afetar sua qualidade de vida tornando-os impotentes ou incontinentes.
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