A Polícia Federal (PF) está investigando o uso de mímica para facilitar a comunicação entre detentos na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde estão os traficantes Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadía.
Também é apurada a possibilidade de participação de agentes penitenciários e policiais de vários Estados na organização criminosa.
A quadrilha comandada por Beira-Mar e Abadía planejava seqüestrar autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, em troca da libertação de presos. Por causa da investigação envolvendo suposta participação de agentes de segurança, nova etapa da Operação X deverá ser deflagrada pela PF.
A primeira fase, que desarticulou o esquema da quadrilha dentro do presídio, ocorreu dia 4. De acordo com apurações da Divisão de Inteligência Policial (DIP) da PF, em Brasília, os detentos se comunicavam até por meio de sinais com as mãos e a face, quando não podiam transmitir ordens em bilhetes ou recados a parentes e advogados.
Sexta-feira, depois de uma varredura, foram encontrados na penitenciária federal 12 telefones celulares, 3 carregadores, 2 fones de ouvidos, 11 barras de ferro de cerca de 30 cm, 1 alicate, 1 trena e até 1 enxada, além de maconha e cocaína. A unidade abriga 1.345 homens.
Entre os alvos da quadrilha de Beira-Mar e Abadía, figuravam políticos, juízes e promotores. Outro objetivo do esquema era intimidar magistrados que atuam em seus processos.
Fonte: O Dia - Marcia Brasil
Palavras-chave: beira mar , juan carlos ramires abadia
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