A TV Cultura passará a cobrar de emissoras públicas e privadas que retransmitem seus programas. Atualmente, cerca de 180 TVs do país fazem isso, incluindo a TV Brasil (federal), TVs públicas estaduais e TVs educativas privadas.
Essas emissoras retransmitem de graça programas como o "Roda Viva", o "Viola Minha Viola" e "Castelo Rá-Tim-Bum". A cobrança pela cessão de programação, anunciada às parceiras na semana passada, já começa a gerar insatisfação. Confronta com o projeto da associação das TVs públicas de uma rede pública nacional.
Das TVs públicas, a Cultura vai pedir participação no orçamento anual, até o limite de 3%. Das privadas, quer participação na publicidade veiculada nos intervalos de seus programas.
A cobrança pelo conteúdo faz parte do projeto Cultura Canais, lançado anteontem na feira da ABTA. "A TV Cultura deixa de ser uma rede pública e passa a ser uma programadora de conteúdo", afirma Cícero Feltrin, diretor de marketing e captação da Cultura. O executivo acha a cobrança justa. "Tem emissora pública com orçamento de R$ 15 milhões por ano que não produz nada, apenas reproduz a Cultura", diz.
Feltrin ainda não tem estimativa de quanto a medida gerará em receitas. A TV Cultura deve contar com R$ 200 milhões neste ano. Menos da metade (40%) sairá dos cofres do governo do Estado.
Fonte: Daniel Castro - Folha de São Paulo
Nenhum comentário
Diretor:
Luiz Alberto Sanches
86 8856-1170
Redação:
redacao@cabecade
cuia.com
86 3232-8681
Ótimo
50%
Muito bom
25%
Bom
0%
Regular
25%
Ruim
0%
Péssimo
0%
Não sei
0%
Votos: 4