Cultura Quinta, 04 de Dezembro de 2008

Em seus 200 anos, Banco do Brasil homenageia Luiz Gonzaga

19/08/2008 - 12h27min

Em comemoração ao bicentenário do BB, Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante apresenta show em que músicos populares e eruditos dão novo tratamento ao repertório do Rei do Baião

Um show em homenagem a Luiz Gonzaga marca em Teresina os 200 anos do Banco do Brasil, cujo aniversário é celebrado em todo o país em 2008 pela programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Lua em Concerto – Uma Olhar Erudito sobre a Obra de Luiz Gonzaga acontece no dia 21 de agosto, no Theatro 4 de setembro (Complexo Theatro 4 de Setembro – Clube dos Diários), e reúne, sob a direção de Turíbio Santos, os músicos Nonato Luiz e Oswaldinho do Acordeon, acompanhados do soprano Carol MacDavit e de dois percursionistas.

A apresentação mescla elementos nordestinos e clássicos, o erudito e o popular em processo de fusão e não de choque. O xote aproxima-se do jazz, o baião flerta com a música barroca, o xaxado muda de roupagem. Resulta dessas misturas inusitadas uma alquimia de sons, composta de influências de diferentes matrizes culturais e sonoras, mas sem abandonar o vínculo com as raízes nordestinas.

Os violões imitam a sanfona com virtuosismo. Zabumba e triângulo são reciclados e se transformam num leque extenso de instrumentos percussivos. O soprano celebra a poesia simples, mas nem por isso menos forte.

Teresina também receberá outras atrações do CCBB Itinerante. Entre os 19 e 24 de agosto, acontece a mostra Entre o Drama e a Comédia, com filmes dos diretores Woody Allen e Pedro Almodóvar. De 19 a 23, será realizada a exposição A História da Moeda com réplicas de moedas e cédulas de diferentes momentos históricos e econômicos.

De 20 a 23 de agosto, é a vez da oficina Foto em Pauta, com aulas teóricas e práticas de fotografia. Nos dias 21 e 22, a oficina é de leitura, com destaque para a obra do poeta e historiador Alberto da Costa e Silva, que terá trechos de seus livros lidos pela atriz Cássia Kiss. Complementa a programação o Seminário de Produção Cultural, no dia 21, que instrui sobre a formatação de projetos para os CCBBs e para o CCBB Itinerante.

Sobre os artistas

TURÍBIO SANTOS
Nasceu em 07 de março de 1943, em São Luis do Maranhão, e radicou-se coma família no Rio de Janeiro em 1946. Aprendeu a tocar violão aos 12 anos e, hoje, aos 65 anos e com 65 discos, Turbio Santos é referência no instrumento. Coordena desde 2000 o projeto Villa Lobinhos, destinado a crianças de baixa renda.

CAROL McDAVIT
Soprano americano que, ao obter o mestrado em música pela Manhattan School of Music de Nova York, veio para o Brasil. Atua no país como solista das mais importantes orquestras, como a Sinfônica Brasileira, OSESP e Petrobras Sinfônica. Interpretou papéis principais em óperas nos teatros Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, Guairá de Curitiba, Castro Alves de Salvador, José de Alencar de Fortaleza e Nacional de Brasília e no Centro Cultural Banco do Brasil (Viva la Mamma, Bastien e Bastienne e Dido and Aeneas).

Como camerista realizou centenas de recitais em todas as regiões do Brasil e do exterior. Seus premiados CDs incluem obras sacras e coletâneas de canções brasileiras em duo com a pianista Maria Teresa Madeira, com o violonista Turíbio Santos entre muitos outros.

NONATO LUIZ

Cearense de Lavras da Mangabeira, Nonato Luiz começou sua história artística aos 4 anos de idade. Aos 15 anos, já era o segundo violino da Sinfônica de Fortaleza. Nessa época, numa tendência clara entre o popular e o erudito, optou pelo violão como seu instrumento definitivo.

Nonato Luiz é hoje um dos instrumentistas brasileiros mais respeitados no circuito europeu, onde vem desenvolvendo, ao longo dos anos, inúmeros concertos em violão , elogiados pela critica especializada. Suas músicas já foram gravadas por violonistas de todo o mundo.

OSWALDINHO DO ACORDEON
Carioca, filho de Pedro Sertanejo, precursor do forró em São Paulo, Oswaldinho do Acordeon mudou-se para a capital paulista aos 8 anos onde iniciou-se no piano. Embora, sem professor, sempre namorava a sanfona. Aos 12 anos, já tocava profissionalmente com o pai na gravadora Continental e em diversos forrós.



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