A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas vai decidir se coloca frente a frente o banqueiro Daniel Dantas e o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha da Polícia Federal. O requerimento com o pedido de acareação foi apresentado pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE).
Segundo ele, os depoimentos das duas testemunhas à CPI foram divergentes e a acareação vai ajudar a apurar a verdade. Jungmann lembrou que, na quarta-feira (13), Daniel Dantas fez graves comentários sobre o delegado: de acordo com Dantas, Queiroz havia lhe informado que investigaria um suposto envolvimento de Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula, com a venda da Brasil Telecom para a empresa Oi.
Raul Jungmann disse que tanto o delegado quanto o banqueiro não se opõem à acareação na CPI: "Dantas veio aqui para falar o que era do seu interesse. Não vou dar a ele a chancela de ter falado a verdade, mas também não vou transformá-lo em culpado, sem direito de defesa, sem esclarecimentos e sem que se busque a verdade. Como os dois estão dispostos, vamos ver no que vai dar."
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), não considera a acareação necessária neste momento. "Antes de acarear é preciso ouvir. Primeiro se ouve para depois acarear, se for o caso", argumentou. Ele disse que a CPI está aberta a receber, de Protógenes Queiroz, todas as informações necessárias para rebater as afirmações de Daniel Dantas.
Fonte: Agência Câmara
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