O padre Nilson José Brasiliano, 44 anos, foi morto a facadas em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, ao ser vítima de um roubo. O corpo foi encontrado somente na manhã deste domingo, amarrado e abandonado em uma localidade rural, a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade. A polícia prendeu quatro suspeitos. Eles ainda não tinham sido ouvidos de forma oficial, mas seriam indiciados por roubo, homicídio e ocultação de cadáver.
Brasiliano exercia o sacerdócio na paróquia de Agudos do Sul, a cerca de 70 quilômetros ao sul de Curitiba. De acordo com o delegado de Araucária, Rubens Recalcatti, o padre conhecia as quatro pessoas acusadas do homicídio. Eles teriam se encontrado no início da tarde de sexta-feira no centro de Araucária e os quatro ganharam uma carona. O padre passou na Caixa Econômica Federal, retirou uma quantia em dinheiro e todos seguiram para uma chácara que ele tinha no bairro Costeira.
Ainda de acordo com o delegado, o padre teria comentado que possuía mais R$ 17 mil depositados no banco. Na chácara, os acompanhantes do padre - três dos quais já teriam passagem pela polícia por furto de veículos - teriam encontrado uma corda e decidido amarrar Brasiliano, forçando-o a repassar-lhes a senha da conta bancária. Depois colocaram o padre em um veículo e seguiram para o banco, onde retiraram uma quantia de dinheiro que não tinha sido levantada ainda.
O padre teria sido morto naquela mesma noite e o corpo, coberto de galhos e capim, abandonado em uma encosta íngreme na estrada que liga a BR-476 (Rodovia do Xisto) à localidade rural de Tietê. Na noite deste sábado, o carro foi visto em um bairro próximo ao centro de Araucária e, como a polícia já tinha informações do desaparecimento do padre, o vidro foi quebrado para ver se ele não se encontrava dentro do veículo ou do porta-malas.
Como não havia ninguém, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Municipal passaram toda a madrugada percorrendo o município, encontrando o corpo por volta das 7 horas da manhã. Dois dos acusados foram presos em um motel, o terceiro no centro de Araucária e o quarto em casa.
Fonte: DGABC
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