O índio truká Mozenir Araújo de Sá, 36 anos, candidato a vereador de Cabrobó, no sertão pernambucano, foi assassinado no final da tarde do último sábado, em frente ao comitê eleitoral, no centro. Hoje, o corpo será velado na Câmara de Vereadores e sepultado no cemitério do município.
O suposto autor do crime, Maurício Ricardo Alexandre da Silva, preso em flagrante, alegou uma desavença com Sá para cometer o assassinato. O delegado Emanuel Luciano Caldas, que investiga o caso, não descarta a possibilidade de crime político. Segundo a polícia, o índio foi morto ao sair do comitê para falar com alguns eleitores.
Silva teria disparado à queima-roupa, atingindo a cabeça da vítima e descarregando a munição de uma pistola ponto 40. O filho de Sá, 13 anos, acompanhava o pai.
Foram encontrados com Silva a pistola e um revólver calibre 38, além de duas camisas. Segundo a polícia, isso demonstra que houve premeditação no crime, já que as camisas seriam trocadas pelo acusado para despistar.
Silva foi encaminhado para o presídio de Salgueiro. Já o corpo de Sá foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina e, depois de liberado, seguiu para a residência dele na Ilha de Assunção.
Sá era ex-vereador e tentava voltar ao legislativo municipal, candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
As investigações sobre a morte do líder indígena vão contar com o apoio da Polícia Federal. A Fundação Nacional do Índio (Funai) encaminhará hoje solicitação à Secretaria de Defesa Social do Estado para que um delegado especial seja designado para o caso.
Fonte: Alexandra Torres
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