Enquanto a mexicana Elektra avança na sua chegada, a rede paraibana Lojas Maia tenta se capitalizar para garantir seu plano de expansão e enfrentar a concorrência. Dentro de 60 dias, a empresa espera concluir a negociação em andamento com um fundo de investimento estrangeiro para vender uma participação minoritária do seu capital.
“Ainda não vamos divulgar quem é o fundo para não atrapalhar as negociações, mas nossa idéia é disponibilizar até 20% do capital”, adianta o presidente da rede, Arnaldo Maia. A estratégia é vender a participação acionária para um fundo private equity (fundo fechado de investimento). Para realizar a operação, a empresa está contando com a consultoria do Citibank.
O empresário conta que o plano da empresa é chegar ao mercado da região Norte a partir do próximo ano. “Para isso temos que ter não só investimento para abrir as lojas, mas também capital de giro”, comenta. Já o Sudeste não é cobiçado pelo grupo. “Lá já existem redes demais. Vamos optar por outras áreas, onde sabemos que o mercado está em crescimento”, diz o empresário, fazendo referência à expansão do consumo do Norte e Nordeste, que estimulou a chegada de novas redes, inclusive a Elektra.
Neste ano, a rede consolidou sua expansão no Nordeste, chegando aos nove Estados da região, com a estréia nos mercados do Piauí e do Maranhão. Na praça piauiense foram abertas quatro lojas. “No Maranhão começamos com uma unidade no interior, mas também vamos apostar em um ponto-de-venda na capital São Luís”, afirma.
Completando 49 anos de mercado este mês, a Lojas Maia se prepara para enfrentar a concorrência da Elektra. “Temos muito o que ensinar a eles”, brinca Arnaldo Maia, ostentando a experiência de uma rede que conta com 138 lojas no Nordeste e gera mais de 3 mil empregos diretos. A meta da cadeia varejista para este ano é alcançar um faturamento de R$ 750 milhões, superando em 25% o resultado de 2007.
Questionado se existe a possibilidade de venda da rede, o executivo – que fundou a empresa ao lado de seu pai, Arnaldo Maia – diz que o projeto não é esse. O burburinho no mercado é que grandes varejistas como Ponto Frio e Magazine Luiza sondaram a empresa paraibana, inclusive com a avaliação dos números da rede, mas as negociações não avançaram. A própria Elektra seria uma interessada em comprar, mas por enquanto continua rival.
Fonte: Jornal do Commercio
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