A gravação de um diálogo de cerca de dois minutos entre os presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), no dia 15 de julho, aponta que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) grampeou as ligações do ministro. A informação é da Revista Veja.
Segundo a publicação, a conversa foi repassada por um funcionário da Abin, que pediu para não ser identificado. O servidor teria afirmado que já teve acesso a escutas telefônicas do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio.
De acordo com a reportagem, os agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) grampearam o gabinete do ministro, na mesma época em que o presidente do Supremo foi muito criticado por ter concedido habeas corpus para libertar o banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha . O diálogo foi captado por escuta telefônica e, segundo a revista, divulgado por um funcionário da (Abin).
Na conversa, que durou mais de 15 minutos, gravada em 15 de julho, o parlamentar diz ao ministro que considera absurda a hipótese de impeachment de Gilmar, cogitada por setores da oposição após a libertação de Daniel Dantas. A transcrição não faz nenhuma revelação importante, mas comprova que espiões do governo estão invadindo a privacidade de magistrado da mais alta corte de Justiça do país e de um senador.
De acordo com o funcionário da Abin, também teriam sido grampeados o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMD-RN), os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Tião Viana (PT-AC), além do ministro do Supremo Marco Aurélio Melo.
Em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas, no dia 20, o diretor da Abin, Paulo Lacerda, havia negado que a agência tenha realizado escutas em locais públicos ou privados durante a Operação Satiagraha. Lacerda classificou as críticas em relação à participação de membros da agência durante a operação como "absurdas".
As informações são do Terra
Fonte: O DIA
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