Cultura Sábado, 20 de Março de 2010

"Mono" integra programação do Panorama de Dança no RJ

05/11/2008 - 22h12min

Divulgação

Com apresentações em Amsterdã, São Paulo e na Cidade do México, "Mono”, a mais recente produção do coreógrafo piauiense Marcelo Evelin/DEMOLITION INC, integra agora em novembro a programação da 17ª edição Panorama de Dança, no Rio de Janeiro. Ao longo de três espaços independentes - foyers e salas de ensaio do Teatro João Caetano, a performance investiga a possibilidade de uma reorganização das regras que regem o corpo performático e sua relação com o público. Além de Marcelo Evelin, "Mono" conta ainda com Jacob Alves e Cipó Alvarenga, intérpretes-criadores do Núcleo de Criação do Dirceu e o olhar exterior de Jelichje Reijnders e Vera Sala.

Reunindo artistas de quatro continentes, o Panorama de Dança segue até o dia 9 de novembro com 70 apresentações de 35 grupos – um aumento de 18% em relação à programação de 2007. Além de Marcelo Evelin, outros importantes nomes do cenário internacional e nacional da dança estarão presentes, como a francesa Maguy Marin, o japonês Yuzo Yshiyama, o argentino Edgardo Mercado, o carioca Bruno Beltrão, o português Tiago Guedes, o iraniano Hooman Sharifi, a sul-africana Nelisiwe Xaba, a Cia. Italiana Deja Donné e o suíço Thomas Hauert.

Evelin, Cipó e Jacob Alves fazem uso das teorias de Walter Benjamin, que questiona como é que as pessoas reproduzem determinados padrões, conceitos e modelos. Criado para testar a relação entre fazer/mostrar, suscitando no público questionamentos sobre estar em algum lugar, durante toda performance, os três artistas dividem o espaço simultaneamente com ações que envolvem bonecas, banha animal e luz negra. “Quero dar ao público um espaço de percepção, possibilidades de pensar em si mesmo, sem necessariamente chegar a um resultado final”, diz Evelin.

Segundo a crítica de dança do jornal Estado de São Paulo, Helena Katz, a performance instalação investiga modos de nos fazer pensar sobre a diferença entre o corpo que ambiciona ser/estar em cena e o corpo que se dedica a fazer/mostrar algo. Com ela (a produção), passa a questionar a compreensão (que é hegemônica ainda) de que um espetáculo de dança é aquele que só coleciona tarefas realizadas com passos de dança (e quantas mais, melhor).

Coreógrafo há 30 anos, Marcelo é diretor do Teatro Municipal João Paulo II, e recentemente apresentou “Mono” no México, dentro da programação do “Diálogos México”, encontro de criadores, intérpretes e teóricos. Mono também será apresentado no Uruguai em dezembro durante o Diálogos Montevidéo. O coreógrafo participou ainda da curadoria do Festival Internacional de Dança do Recife em outubro e e' o diretor artistico junto com adriana grechi do festival contemporaneo de danca de sao paulo, um festival internacional em sua primeira edicao acontecendo entre 12 e 16 de novembro na galeria olido. Com mais de 20 anos vividos no exterior, Marcelo busca o intercâmbio com expressões artísticas do Brasil e de outros países.

Fonte: Bia Boakari


Palavras-chave: danca , teatro , marcelo evelin


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