Um crime chocou o país: uma menina encontrada morta dentro de uma mala. Ainda muito abalada, a mãe dela fala, agora, pela primeira vez sobre o caso.
A mãe da menina desabafa. "Eu fiquei órfã do meu anjo da guarda, tudo pra mim."
Raquel Genofre tinha 9 anos. Sonhava ser professora. Na saída da escola a violência cruzou o caminho da menina. O corpo foi encontrado dentro de uma mala na rodoviária de Curitiba.
O retrato falado foi feito com ajuda de testemunhas. “Existe uma grande possibilidade de ele ser uma pessoa com uma psicopatia grave, pois ele planejou esse crime, as evidências que a imprensa mostrou mostram que ele teve o tempo de comprar uma mala, embrulhar a crianças em sacos plásticos para não haver vazamento de sangue”, revela Fernando Francischini, séc. municipal Anti-drogas.
Horas antes de desaparecer, Raquel tirou uma foto, exibindo o troféu de um concurso de redação que ganhou na Biblioteca Pública do Paraná. Foi vista pela última vez com vida na saída do colégio. Ela fazia o trajeto de volta sozinha. Andava 100 metros até uma praça no centro, pegava o ônibus num percurso de 30 minutos e caminhava mais três quadras para chegar em casa.
“Ah, a menininha quando vinha da escola eu via ali ela antes de atravessar a rua, né? Os cachorrinhos vinham encontrar com ela ai ela via se vinha carro ou não, ai atravessava”, diz a vizinha de Rachel, Mel Souza.
Mas na última segunda-feira, a menina não chegou.
Na rodoviária de Curitiba, região central, por onde circulam 20 mil pessoas por dia, o assassino passou por lojas, lanchonetes, teve a frieza de percorrer os movimentados corredores, carregando uma mala com o corpo da menina. Abandonou debaixo de uma escada. A mala foi encontrada de madrugada por uma pessoa que desconfiou e chamou seguranças.
Dentro da rodoviária não há câmeras de segurança. Somente em alguns pontos do lado de fora e nas ruas do centro da cidade. Tudo está sendo visto pela equipe de investigação a procura de mais provas.
Policiais de quatro estados trabalham juntos no caso. O laudo do IML aponta que a menina sofreu violência sexual. Teria sido morta no máximo 1 hora e meia depois do desaparecimento.
"A polícia tem utilizado todos os meios possíveis para que seja esclarecido esse crime no menor espaço de tempo. Então, com certeza está sendo prioridade", comenta o delegado Jaime da Luz.
A mãe da menina deixou a cidade e está num sítio em outro estado. Quis se isolar para não saber detalhes do crime. Ela falou com exclusividade ao Fantástico.
''Uma criança muito madura, foi conversado com ela uma semana e meia antes, em relação aos perigos, falado abertamente, claro que com alguns cuidados, em relação ao que cometem com crianças, tráfico de órgãos, tráfico de crianças, os abusos que fazem. Isso nós fizemos bastante”, conta a mãe.
Fantástico – A senhora acredita, ela fazia amizade fácil com estranhos, como que era?
“Com estranha não, ela se fechava sempre no início, mas com o tempo ela era uma criança muito amável, fazia muita amizade, as pessoas realmente a amavam muito, muito, muito querida”.
No celular cada ligação que recebe lembra o carinho da filha.
“Quando eu escuto me lembro de quando ela fez, como ela fez, que ela tinha o costume de pegar o meu celular e gravar as coisas, fazer gravação de voz”, diz.
Com certeza é um toque que eu vou usar enquanto eu estiver viva.
Fonte: Fantástico
Palavras-chave: crieme da mala , violencia crianca , rachel
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