Local Sábado, 20 de Março de 2010

Empresário desenvolve no Piauí projetos aprendidos em viagem

11/11/2008 - 09h23min

Uma  bacia para lavar os pés sujos de areia revelou ao empresário Marcos Fonteles, da Eco Adventure Tour (Parnaíba, Piauí), a importância de dar atenção aos detalhes, proporcionando economia ao empresário e bem-estar ao cliente. Fonteles viajou duas vezes pelo Projeto Excelência em Turismo: Aprendendo com as Melhores Experiências Internacionais, uma parceria entre Sebrae, Embratur, Ministério do Turismo e Braztoa, em 2005 e 2006.

A Eco Adventure, que é um receptivo, atua na Rota das Emoções –Jericoaquara, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses. A operadora também faz produtos para o Piauí, Ceará e Maranhão. O empresário piauiense destacou a viagem a San Marteen, no Caribe, em 2006. Para ele, a ação mais significativa foi a operação dos 'briefings' –pequenas reuniões que os receptivos fazem com os turistas antes das viagens. De acordo com ele, a partir da experiência no Caribe, foram implementadas mudanças na operação piauiense. “Fazíamos conversas tímidas e agora estamos explorando mais os briefings. Também estamos organizando os roteiros com começo, meio e fim”.

Ele explica que o roteiro está bem melhor estruturado. “A conversa do início, a preparação, no meio tem uma cata ao caranguejo e depois um grã finale. Nós não podemos levar as pessoas de um lado para o outro, que isso não é um produto turístico. Você deve ter a idéia do começou, meio e fim”.

O Caribe, segundo Marcos Fonteles, é realmente um paraíso, mas apresenta falhas como em qualquer lugar do mundo. E a viagem foi importante para desmistificar o produto turístico Caribe. “Com essa experiência, eu pude fazer um comparativo do que funciona e não funciona. As mudanças conceituais são muito importantes porque mostram que podemos competir com qualquer destino. O que nos falta é factível, é alcançável”.

Um dos exemplos, segundo ele, é simples, barato. Em San Marteen, os empresários colocavam bacias de água na frente dos barcos, evitando que as pessoas trouxessem areia da praia para os barcos. “Isso evitava a utilização de mais mão-de-obra e desgaste menor na embarcação. Representa, também, uma queda do custo considerável. Você vê que uma pequena mudança pode ter reflexo econômico bem grande”.

Já em 2005, o empresário viajou para a Costa Rica, com foco em ecoturismo. “Aprendi conceitos ligados à gestão, promoção do destino e de cada empresa”. Segundo ele, uma das principais lições aprendidas na Costa Rica foi o associativismo e o cooperativismo dos empresários. Essa experiência culminou na criação da Associação das Empresas de Turismo da Rota das Emoções (Aetre). “Essa era uma necessidade óbvia, mas que a gente sente apenas quando visualiza e vê a importância de fazer a operacionalização, a estruturação do destino em conjunto. Isso foi o que mais me chamou a atenção”.

Fonteles ficou também impressionado com os lodges, os hotéis integrados à natureza. Segundo ele, essa experiência serviu de base para que os empresários da região pudessem avaliar os grandes empreendimentos que querem se instalar na Rota das Emoções. “A gente tem de forma testada e pragmática o que funciona e o que não funciona, o que agride a natureza ou não. A Aetre vai avaliar se o empreendimento A, B ou C é adequado para ser implantado na região, que é natureza pura”.

O empresário disse ser um entusiasta do projeto. “Não há mais nada interessante que você ver aquilo que está se fazendo de melhor e trazer para sua realidade, para o trade turístico da sua região. Fazer pequenas implementações práticas e baratas, juntar isso a um conceito maior de que somos belos, teremos condições de atingir qualquer público desde que possamos trabalhar muito e implementar as mudanças. Daí a gente pode virar Caribe, Costa Rica, a gente não é menos do que qualquer destino visitado”.

Fonte: Beth Matias - SEbrae


Palavras-chave: eco adventure tour , turismo , sebrae


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