Quarenta e um trabalhadores rurais dos estados do Maranhão e Piauí foram vítimas de mais um golpe de aliciamento de emprego em Mato Grosso, na semana passada. Conforme a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE), um casal de “gatos” (pessoa que alicia trabalhadores de um Estado a outro com promessa de emprego) – conhecidos como Nato e Neguinha, que agiam em ambos estados – teria cobrado R$ 190 para transportar os trabalhadores até uma empresa sucroalcooleira instalada em Mato Grosso, onde seriam contratados imediatamente.
A denúncia, segundo informou o auditor fiscal do SRTE, Marcio Siqueira da Silva, foi feita no dia 11 passado, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu a informação de que vários trabalhadores estiveram naquele dia no Sistema Nacional de Empregos (Sine) de Várzea Grande com o propósito de ser contratados pela usina.
Assim que chegaram à cidade, revelou Silva, os trabalhadores – oriundos dos municípios de Coelho Neto (MA) e Miguel Alves (PI) – foram encaminhados por uma mulher, que os acompanhava na viagem, até o Sine de Várzea Grande – local que constava as vagas de trabalho da empresa sucroalcooleira.
Segundo Silva, a mulher foi identificada como Raimunda Rios da Conceição. De acordo com o auditor, ela teria recebido R$ 900 para acompanhar os trabalhadores até o Sine. “Ela e outros dois trabalhadores prestaram depoimento na terça-feira na Polícia Federal para dar início ao processo investigatório”, destacou.
Conforme o auditor, a empresa também seria responsável pelo aliciamento desses trabalhadores, no entanto, a usina comprovou não ter envolvimento no caso. “Depois de prestarem esclarecimentos junto ao MPT, representantes da empresa recusaram efetuar a contratação dos trabalhadores rurais”. Entretanto, uma ação realizada entre o próprio MPT e o Sine conseguiu empregar 30 dos 41 trabalhadores. Os demais retornaram ontem para suas cidades de origem.
Fonte: Diário de Cuiabá
Palavras-chave: trabalho escravo
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