O SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Teresina faz 210 atendimentos diários, em média. Dessas chamadas recebidas pela Central de Regulação Médica, 130 geram saída de ambulâncias para atendimento de urgência. Cerca de 70 a 80 solicitações recebem orientações do médico da Regulação, mas não carecem de uma ambulância para solucionar o problema. "É o médico que caracteriza se o chamado é de urgência ou não. Ele está capacitado para, com presteza e serenidade, avaliar a situação a partir do relato de quem está no local da solicitação", afirma a coordenadora do SAMU Teresina, Clara Francisca Leal.
Na última segunda-feira, o Samu foi chamado para socorrer a aposentada Vitorina Alves de Lima no acidente ocorrido na Avenida Henry Wall de Carvalho. Ela foi levada com vida pela equipe de socorristas para o Hospital Getúlio Vargas. No Pronto-socorro, foi encaminhada a uma das alas de urgência, onde veio a falecer quatro horas depois de ser atendida.
O enfermeiro e auxiliar de enfermagem que acompanhou a idosa até o interior do HGV ainda permaneceu lá por 40 minutos, ajudando nos primeiros socorros à paciente. "Nossa equipe é orientada a retirar a maca do SAMU logo que o paciente é colocado na maca do hospital; mas como o caso era delicado, eles aguardaram mais tempo", justificou a coordenadora.
A coordenadora explicou que, como a demanda de solicitações ao SAMU é grande, não se pode deixar uma ambulância parada, sem atender a outros chamados, já que cada unidade possui apenas uma maca. "Maca não pode ser transformada em leito hospitalar", ela argumenta para, em seguida, considerar que esses problemas são próprios de um sistema de atendimento de urgência e emergência em processo acelerado de estrangulamento. "Enquanto não tivermos um outro grande hospital para atender aos inúmeros casos de urgência e emergência de Teresina e adjacências, essa situação continuará acontecendo', diz.
Quanto à afirmação de que "os profissionais do Samu teriam retirado os aparelhos da paciente Vitorina Alves de Lima ainda com vida, Clara Leal é categórica: "Isso nunca aconteceu. Eu mesma chamei a equipe que fez o atendimento, fiz uma sindicância interna e ainda questionei os profissionais do HGV que receberam a paciente; esse procedimento não aconteceu", finaliza.
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