Populações quilombolas do Pará e de outros estados começam a chegar à capital paraense para participar do nono Fórum Social Mundial (FSM). Para abrigar os cerca de 700 quilombolas esperados para o encontro, foram montados dois grandes galpões de lona. Cerca de 50 já estão no local, onde foram montadas estruturas de ferro onde eles poderão pendurar as redes onde vão dormir até domingo (1º). Quem não tiver redes dormirá em colchonetes.
Segundo Idália Teles, uma das coordenadoras do espaço, os quilombolas virão majoritariamente de comunidades do Amazonas, Maranhão e Bahia. O acampamento é organizado por entidades que defendem os direitos quilombolas, como o Centro de Estudos e Defesa do Negro, no Pará, e o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso.
Daniel Souza, do Quilombo do Trombeta, no oeste do Pará, disse que, durante o fórum, sua comunidade pretende mostrar ao mundo que são os índios e os quilombolas que de fato cuidam da Amazônia. Para ele, as comunidades dos quilombos foram esquecidas pelo governo e pela sociedade.
“Queremos mostrar ao mundo a história esquecida dos quilombolas – só fomos lembrados a partir de 1995, quando foi titulada a primeira terra coletiva no Pará e no Brasil. Queremos mostrar ao mundo que existimos e que, se a Amazônia é preservada em algumas áreas do Pará, é graças aos quilombolas e índios. Por isso, fizemos questão de ser lembrados”, disse.
Fonte: clicabrasilia.com.br
Palavras-chave: Quilombolas , Fórum Social Mundial
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