Saúde Quarta, 23 de Abril de 2014

Saiba como conviver com portadores do transtorno bipolar


27/01/2009 - 14h49min

Muitas são as dúvidas sobre o transtorno bipolar do humor. E quando o tema é o transtorno em crianças e adolescentes, a confusão é ainda maior. Como saber se o diagnóstico é correto quando os sintomas podem ser muitas vezes, tão inespecíficos? É sempre um problema, mas quando a desordem bipolar afeta uma criança, a situação se agrava, os problemas triplicam, cedendo lugar ao caos. Mesmo profissionais capacitados podem encontrar sérias dificuldades para fechar um diagnóstico de transtorno bipolar do humor juvenil e iniciar um tratamento correto. Tudo prejudica. Tudo conspira contra. O mundo fica cinza...

Doutora, eu não sei mais o que fazer com o meu filho! Me ajuda! Ele não pára de gritar, bate a cabeça na parede, diz que quer morrer o dia todo! Porque isso, meu Deus? a senhora acredita em mim, não é? Pois ele fica um anjo de tempos em tempos mas de repente, tudo vira e parece que um monstro entre nele e ele parece um demônio!

O que fazer?
Não é fácil. Conhecido até o início da década de 90 pelo nome de psicose maníaco-depressiva, o transtorno bipolar nem sempre é fácil de ser identificado. Até receber o diagnóstico correto, um paciente pode ser levado a consultar-se com três médicos diferentes, num calvário que demora anos fora os meses necessários para chegar ao medicamento certo e às doses adequadas, depois de constatado o distúrbio. Reconhecer o transtorno bipolar na infância é ainda mais complexo. Na maioria dos adultos, as manifestações clínicas são clássicas o humor oscila de um extremo ao outro, da alegria incontrolável e raciocínio veloz à depressão e apatia. No caso das crianças, não é comum ocorrer essa gangorra emocional. A doença se apresenta por meio de uma conjunção de sintomas menos específicos, como impulsividade, irritabilidade, dispersão, agitação e acessos de raiva.

Por causa dos sintomas pouco específicos, é recorrente que a criança bipolar seja diagnosticada com outros males, como o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a depressão. Para fazer o diagnóstico diferencial, é preciso ficar atento a sinais de humor cíclico e analisar o histórico familiar. Quase metade das pessoas que sofrem de transtorno bipolar tem outros casos na família.

Até a década passada, os especialistas que defendiam que a doença podia aparecer em crianças eram vistos com reservas". Vinte anos atrás, publicavam-se cerca de dez estudos científicos por ano relacionados à bipolaridade infantil menos de um décimo do que se publica hoje. Há uma escassez de médicos capazes de reconhecer a desordem bipolar e como tratá-la. Crescer é muito difícil para crianças com desordem bipolar. A última coisa que precisamos é de diagnósticos errados e tratamento para o que não temos.

A constatação de que crianças manifestam o transtorno é positiva, já que antecipa o tratamento, mas tem uma contrapartida: um grande número de diagnósticos apressados. Muitos médicos sem experiência clínica com bipolaridade acabam por prescrever remédios pesados a seus pacientes, sem examinar mais a fundo o quadro. Outro problema que ocorre é gerado pelo fato de que a sociedade desconhece os transtornos mentais. Transtornos mentais em criança, pior ainda! Muita gente ainda acha que criança não deprime e que fica ansiosa. Criança, pensando em morrer? Ah! Imaginem, é muito pesado para os pais sequer levantarem essa hipótese... o que contribui para um desconhecimento dos sintomas e um atraso muito grande na realização de um diagnóstico e tratamento. Vemos que normalmente a mãe percebe. Ah, a mãe desconfia. Ela pode até não saber explicar o que o filho dela tem, mas ela sabe que ele tem alguma coisa . O clima em casa e na escola fica sombrio e a angústia toma conta da família. Não tardam as brigas, os gritos, xingamentos e muitas vezes, a violência pode tomar conta daquela família. Separações são freqüentes. A sensação de impotência e incompetência toma conta de todos. Todos ficam como algemados, sem saber o que fazer. Uns, ficam esperando pelo dia de amanhã, pois quem sabe, Deus ajuda e o menino acorda mais calmo...

O Transtorno Bipolar do Humor na Infância e Adolescência é uma condição que precisa ser muito divulgada e conhecida por todos nós. Os portadores precisam conhecer a fundo o mecanismo do problema. A família também, pois assim eles se unirão e se fortalecerão, no sentido de conseguir calma e tranqüilidade para prosseguirem no tratamento de modo correto.

Evelyn Vinocur é psicoterapeuta cognitivo comportamental. Atua na área de saúde mental de adulto e é especializada em saúde mental da infância e adolescência.

Para saber mais, acesse: www.evelynvinocur.com.br

Fonte: yahoo


Palavras-chave: transtorno bipolar


Comentários (22)

24/08/2009 - 10h14min

o devo fazer

minha filha é joven e namora um rapaz com transtorno bipolar como posso ajuda-lo o medicamento que ele toma é PONDERA 20mg é o suficiente.preciso saber .obrigada

lija lopes, salto de pirapora-SP

24/02/2010 - 14h45min

bipolar

bipola

damiana, rj-RJ

21/04/2010 - 15h13min

oque fazer

to arrumando as coisas para morar junto com meu namorado meu filho entrou em crise...ele tem treze anos ...meu namorado tem dois filhos eu dois tbem nao sei se agente vai conseguir conviver com meu filho,,,oque fazer?

maria jose teixeira mendonça, jales-SP

18/06/2010 - 01h44min

sou bipolar

hj sei que sou bipolar , tomo o oleptal , ja passei por medicos , mais sei la um dia do de um jeito e outro dia de outro , as vezes quero morrer , me acho muito inferior as outras pessoas e muito mais , algume pode me acjudar?? preciso to ficando oloucoooooooooooooooooooooooooo

luis fernando soares, araçatuba-sp-SP

12/07/2010 - 16h30min

bipolaridade

sou casada ha 3 anos temos ums filha de 2anos e 3 meses. meu esposo tem transtorno bipolar. e ja tivemso varias separaçoes. ja fizemos tratamento e ja acompanhei. quero tre uma familia solida preciso de ajulda para continuar com ele . preciso de ajulda obrigado.o q devo fazer

luciana, fortaleza-CE

08/10/2010 - 18h39min

amor

olha, sei q nao é facil conviver com u m bipolar ,mas o amor é fator fundamental para se ter conpreençao com essa doença tao dificil,saber q essa pessoa sempre vai mudar de humor ,o ponto é;ama-la incondicionalmente,saber q é a doença nao a pessoa q mudou.ps. eu amo um bipolar

rosana, mossoro-RN

20/11/2010 - 17h41min

transtorno

.

marcia, belo horizonte-MG

30/11/2010 - 23h38min

meu filho de 8 anos é bipolar

Tenho filhos gêmeos e um deles é bipolar toma três tipos de medicação por dia Depakote ER de 500mg , risperona 2mg e ritalina . Mesmo assim tem tidos crises constantes e oxilações de humor . O irmão dele sofre com a sua agressividade ...meu casamento está desmoronando, eu não consigo trabalhar pq não consigo ninguém pra cuidar dele nem os familiares aguentam. O que eu faço ?

diana ribeiro, marica-RJ

17/01/2011 - 09h24min

Gravidez Bipolar

Minha irma é bipolar, ela tem 30 anos de idade e decidiu junto com o marido ter um nenem. O nenem pode ficar doente? Como ela?
Tem como evitar ?

irma-bipolar, Rio de Janeiro-RJ

07/08/2011 - 22h22min

bopolar

meu esposo é bipolar há 5 anos já tenho 21 anos de casada, agora minha filha apareceu a 2 meses com os sintomas o que eue devo fazer .

dulciana, currais novos-RN

09/08/2011 - 20h46min

bi polar

A MINHA ESPOSA TEM O TRANSTORNO BI POLAR HA CINCO ANOS. DEVIDO TOMAR O REMEDIO PARA EMAGRECER DESENCADEIOU ESTE DESTURBIO,PRECISO DE AJUDA.

junior leão, curitiba pr-PR

16/11/2011 - 18h16min

É moleza viver com um bipolar.

43 anos. Viver com um bipolar é moleza, o tempo passa rápido.
Fico ?fulo da vida? quando leio e eles reclamam que não são compreendidos.
Concordo, especialmente para aqueles que nada conhecem deste transtorno, que obviamente não é o meu caso.
Fico ?mais fulo ainda?, quando também leio depoimentos de bipolares, que dizem que lutam com garras e dentes para combater os sintomas da doença, provando que se isto não acontecer, nada mais adianta.
E os remédios controlados que tomam?
Acho que este remédio que a psiquiatra trocou não está me fazendo bem, tá me dando uns troços diferentes, estou com a boca seca, não consigo dormir, sinto uma fraqueza danada, me ajude!
Vamos lá, mais como?
Não sou psiquiatra é a ela que você deve ligar?
Não adianta, ela vai trocar o medicamento novamente e eu não sei o que vai acontecer?
Esta é a solução, vamos tentar!
Tá bem, mais aquele outro que eu tomava me fazia bem.
Verdade? Acho que não, você também reclamava dele.
Este é o capítulo que vem se repetindo á muitos anos, mais têm outros.
Faça o seguinte: Vá dar uma volta, caminhar!
Não estou com vontade.
Vou ligar pra mamãe.
Oi mãe, tudo bem?
Eu? Eu não estou boa e lá vai o desfile de queixas.
A sogra pede para passar o telefone e pergunta.
Puxa, o que está acontecendo?
Explico, mais nem sempre adianta, pois ela sempre acha que deixei de fazer alguma coisa.
Opa! Chegou um filho prá visitar:
E aí mãe, tudo bem?
Lá vem outro rosário de lágrimas.
Lá vai o filho embora, com aquela tristeza que é a normalidade de todas às vezes.
Mais a vida continua, na mesma e velha rotina.
São vinte horas e trinta minutos, ela diz:
Vou deitar. Eu digo, mais é cedo ainda, fique mais um pouco, assista o jornal?
Não estou com vontade. Lá pelas 10 da noite vou levantar e tomar o remédio pra dormir.
As vezes realmente dorme, mais também percebo que ela levanta algumas vezes, mais fico na minha.
Aí quem dorme sou eu e lá pelo raiar das 6 da matina, levanto, faço a higiene pessoal, enquanto a água ferve para faze o café da manhã.
Dali a pouco ela levanta para ver a hora. Faltam 15 minutos para as 8 da matina, volta a deitar.
Faça as contas, ficou deitada pelo menos quase 12 horas, tá legal, levantou as 8, tomou o café, tirou a mesa, dá uma varridinha na casa e depois, lá vai ela deitar novamente, até as 11 horas, para requentar a comida feita em excesso no dia anterior.
No máximo ás 11,30 já almoçou e sabe o que ela vai fazer?
Deitar novamente, pelo menos até as 3 da tarde.
Mais em compensação, quando levanta, faz o café da tarde e pra variar, deita no sofá até as 8,30 da noite.
É mole, quer mais?
E nos raros momentos em que ela concorda em sair comigo para um passeio?
Só se for de carro.
Tá legal, vamos lá, mais no trajeto quando resolve abrir a boca é para reclamar da doença.
Aí chega o dia da consulta médica:
A médica pergunta, tudo bem?
Sim, tudo legal. Doutora, por favor, separe as receitas dos remédios.
E o palhaço aqui pagou a consulta, para que a médica fique 10 minutos atendendo.
Tomei uma decisão, na última consulta: de agora em diante, todo tratamento será feito pelo SUS numa clínica de saúde mental, que tem psiquiatra, psicólogo, terapia de grupo e ocupacional, beleza, não é mesmo?
Uma ova, faz mais de um mês que estamos convencendo-a neste sentido e amanhã será o dia da primeira consulta. Enquanto isso, quase não se queixou, exceto todos os dias em todos os momentos.
Talvez alguns bipolares estejam pensando: Pô! cara tá cheio de auto-piedade de sí mesmo.
Que nada meu, é moleza!
Faz parte, então vamos á nova tentativa.
Quem sabe amanhã eu conte o resto?

MACavalcanti, Curitiba-PR

05/01/2012 - 23h36min

sofrimento com bipolar

Meu marido e bipolar e nao aceita tratamento, alias, ele nem sequer concorda que e ou que possui algum sintoma da bipolaridade, sofro demais com esse homem, e nao sei o que e que e eu possa fazer com essa situacao, temos um filho de 5 anos e estamos juntos a 10 anos, mais somente agora consegui entender que essas neuras que ele tem e unica e simplismente sintoma da bipolaridade, e gostaria de poder me livrar dessa situacao desse homem, enfim deixar de conviver com essa situacao horrivel que e ter uma pessoa assim ao nosso lado.Socooooooooooooooooooooooooorroo

si, ivaipora-PR

27/01/2012 - 23h46min

Sofrimento constante

meu marido tb é bipolar, vivemos juntos há onze anos, sofro muito e aguento porque tenho duas filhas menores. viver assim é como pisar em um solo incerto. Tb preciso de ajuda...ele me agride com plalavras, quebra as coisas de casa e me agride fisicamente, basta uma pequena besteira e ele já se altera.É dificil viver com um bipolar que não possue consciência de que é doente.

maria santos, rio branco-AC

22/03/2012 - 16h23min

meu filho é bipolar como posso ajudá-lo?

enho sofrido muito , meu casamento está abalado mesmo pq meu marido não é o pai biológico dele, ele tem apenas 14 anos de idade e está totalmente perdido e se envolvendo com coisas e pessoas ruins, me ajudem por favor?!

rosangela, araucária-PR

15/04/2012 - 16h37min

oi

Tenho uma irmA tem bi polar o que devo fazer me Ajuda luiciene 92980726

luciene barbosa dos santos, CAMPO GRANDE-ES

25/04/2012 - 10h26min

transtorno bipolar

oi
tenho filho de 25 anos bipolar, ele nao admite que e doente, nao toma o medicamento corretamente(depakote,risperidona) faz 4 anos que tou nessa. Ja nao sei o que fazer, me ajudem, me mandem dicas para convencer ele da doenca e para ter um convivio equilibrado,,, Rosane

rosane, tres de maio-RS

18/06/2012 - 20h26min

Estou de volta

Pois é pessoal, contar o restante de minha estória demorou um pouco. Realmente em janeiro foi preciso interná-la particularmente, pois, as coisas foram pró brejo, custou apenas a bagatela de 3 mil reais para 15 dias, quase nada, para quem é aposentado do INSS, sacaram.Claro, meus filhos ajudaram e assim que ela se estabilizou, conseguimos internamento dia pelo SUS, na própria clínica. Mais os problemas citados anteriormente continuam os mesmos. Na verdade, com o atual tratamento e com a possibilidade da participação da família nas reuniões de todas as quintas feiras, apesar dos pesares, dá para compreender melhor o que é a bipolaridade. Bem é possivel que todos saibam, então só confirmo, este transtorno não tem cura, porém, pode ser controlado com medicamentos e terapias. Possivelmente é hereditário, creio que sim, pois, tia, tio e avó paterna de minha esposa sofreram desta doença. No caso de minha esposa, pelo tempo da doença, de agora em diante, mesmo estabilizada, a depressão é comum, portanto, é a razão dos comportamentos já afirmados. Tenho lido muito á respeito desta doença e é evidente que nem o portador, muito menos nós que convivemos com eles, não temos culpa nenhuma, mais realmente é desgastante, frustrante, pois, nada que se faça, parece produzir resultados. Por mais que saibamos disso é difícil aceitar e se desligar. A psicóloga da clínica me falou, para eu procurar um tratamento, pois, devido aos anos que estou enfrentando esta "barra", certamente também estou doente. Recomendou que eu procure me envolver em coisas de meu interesse e realmente é o que tenho feito todos os dias, passo horas aqui no meu computador, lendo o jornal pela internet, respondendo emails, escrevendo á fóruns de pesca, este é meu hobby, bem como ao fórum alma bipolar e sempre que encontro alguma novidade, posto algum artigo. Como minha esposa passa o dia todo na clínica, me envolvo com algumas tarefas domésticas, saio para fazer compras no mercado, comprar remédios, só que parei de pescar, porque o clima aqui em Curitiba no inverno, não dá coragem, bem como, não é propício para a pesca do peixe que prefiro.Mais independente disto tudo, quando ela volta da clínica...Bem já falei. Por enquanto é isso, então, vamos continuar matando um leão todos os dias. Força para todos.

MACavalcanti, Curitiba/PR-PR

09/07/2012 - 10h36min

com linda

ola como linda com minha filha que si bate me ajunda

lea, cariacica-ES

24/07/2012 - 01h37min

Convivendo com a morte

Eh assim que defino esses 16 anos com minha mae que eh bipolar, concordo com o MA Cavalcanti , eh dormir o dia inteiro, comer e dormir, e o pior de tudo eh q a familia nao quer saber de conviver com ela. Tenho uma filha de 6 anos a conviver com ela tbm. Vendo essa rotina morbida. Falamos pra ela procurar pessoas, psicologo nenhum presta na boca dela, se poe acima de todos eles, vou entregar ela para uma casa de idoso, ja to vendo isso, a negligencia afetiva do resto da familia eh que piora tudo. E fica eu e minha filha assistindo essa morta viva.
Odeio td isso, ainda respiro pq dessa vez acaba isso td, ou ela vai pra um asilo, ou eu e minha filha vamos sair de casa e deixa-la sozinha.
Isso td nao eh justo, nao queria ter nascido de um ser tao podre e fraco de espirito que todo o santo dia escolhe ser o espelho da morte para nós duas.

Kat.S., Santa Maria-RS

17/10/2012 - 12h43min

comentario

voce tambem ja e uma BIPOLAR ao se achar que e normal uma filha levar a mae doente para o asilo? Não se esqueca que voce tem uma filha que um dia voce poderá ficar como sua mae podre e fraca a maldita doenca e eranca genetica querida bem vinda ao nosso clube dos bipolares................

vania, Brasilia-DF

26/07/2013 - 21h40min

te entendo kat

te entendo kat, minha mae e bipokar, meu pai faz e da de tdo para ela, mas ela simplesmente decidiu nao ser feliz e nao deixar mais ninguem da familia ser. Parece como vc disse morta viva... e olha que tem de tudo... pode viajar, sair a hora que quiser.... e tem o marido companheiro.... mas nao ta bom, quer sempre fazer confusao e se afundar.. vc nao e bipolar nao, mas quem convive com um fica depressiva mesmo... eles nos destroem, roubam nossa alegria...Parece que sentem prazer nisso... mas a questao nao e de justica, todoas as peesoas tem problemas, diferentes mas tem.... mas temos q pedir foca a Deus para suporta e continuar a viver, pois nao e facil.... Deus t abencoe

ana, curitiba-PR

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