O Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária informa que a 38ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, em ação movida pelo Ministério Público, condenados a penas de cerca de 20 anos de prisão, o responsável da divisão química , assim como o diretor-presidente , ambos do laboratório Enila ,que funcionava em Goias, pela contaminação do medicamento Celobar, que causou a morte de pelo menos nove pessoas em 2003.Eles poderão recorrer da sentença em liberdade.
O medicamento Celobar era usado para permitir o contraste durante exames de raio-x, e para baratear a produção do medicamento, o laboratório usou substâncias nocivas. No lugar de adicionar sulfato de bário, o princípio ativo correto do medicamento, o laboratório usou carbonato de bário, usado em veneno para ratos.
Laudos laboratoriais ,realizados à época dos fatos, revelaram a presença de 14% de carbonato de bário em 100 g, sendo que o limite máximo permitido é de 0,001%.
Além das ações criminais, também tramitam na Justiça processos em que as famílias das vítimas pedem indenizações ao laboratório.
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