A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia apresentará representação contra a delegada Rosana da Silva Vanni, do município paulista de Catanduva, para que ela seja investigada. Foi o que reiterou nesta sexta-feira (20) o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES). A delegada teria admitido, em depoimento à comissão, que avisara o advogado de um dos suspeitos de pedofilia naquela cidade - um médico - sobre a ação de busca e apreensão que a polícia realizaria na casa dele.
- Na prática, é como se ela tivesse mandado esse suspeito, que é um dos principais acusados, limpar a casa. As provas desapareceram - declarou Magno Malta, referindo-se ao computador do médico.
Rede de pedofilia
A CPI foi ao município nesta semana para investigar a existência de uma rede de pedofilia em Catanduva. Além dos depoimentos que já estavam agendados, os membros da comissão foram procurados por familiares de possíveis vítimas que ainda não haviam denunciado a rede.
O médico acusado de integrar o esquema de pedofilia deveria depor na quinta-feira (19) à CPI, mas não compareceu - assim como um empresário também suspeito de participar da rede. Magno Malta disse ter solicitado à Polícia Federal medidas para que ambos sejam obrigados a depor perante à comissão. De acordo com as acusações, várias crianças teriam sido molestadas na casa do médico.
Além de Magno Malta, estiveram em Catanduva os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), vice-presidente da CPI, e José Nery (PSOL-PA).
Palavras-chave: CPI da Pedofilia , Magno Malta , Catanduva
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