Nacional Quinta, 18 de Março de 2010

CPI da Pedofilia: deputado vai renunciar ao mandato

05/04/2009 - 16h12min

Acuado pelas denúncias expostas na CPI da Pedofilia, o deputado Luiz Sefer (sem partido) vai renunciar ao mandato para preservar os direitos políticos e tentar voltar à Assembléia Legislativa em 2010.

O prazo legal para apresentação da renúncia vai até quarta-feira (8), mas é provável que Sefer oficialize o ato na terça-feira. Pretende, ainda, ter uma audiência com a governadora Ana Júlia. A informação é da coluna Repórter Diário, do jornal Diário do Pará.

DENÚNCIA

Sefer é alvo de processo envolvendo denúncias de estupro, atentado violento ao pudor e violência presumida contra uma menor, na época com 9 anos, residente em sua casa.

A denúncia contra Sefer foi apresentada no dia 6 de março pelo procurador Ricardo Silva e narra que a menor foi entregue ao deputado em 2005, por Joaquim Santos, para fazer companhia a uma criança. Segundo a própria menor, ao chegar à casa de Sefer, não havia nenhuma criança, mas apenas os dois filhos do parlamentar e outra menor de 12 anos que já trabalhava no local.

Ainda segundo a vítima, dois dias após ter chegado à casa de Sefer, teria começado a sofrer abuso sexual por parte do deputado. Ainda segundo a vítima, durante quatro anos o abuso teria ocorrido com a introdução de um instrumento ginecológico (“bico de pato”) em seu órgão genital.

Diante da recusa, a vítima declarou que Sefer batia nela e depois fazia a penetração. No depoimento à Justiça, a vítima declarou ainda que o deputado a obrigava a ingerir bebidas alcoólicas “para que fizesse sexo com ele”, e que os abusos sexuais ocorreram durante quatro anos muitas vezes quando os filhos do deputado estavam no apartamento. A vítima também teria sido abusada em 2006 pelo filho do deputado e que tal fato era de conhecimento do parlamentar.

A defesa sustenta que Sefer trouxe a menina para morar em sua casa por ter se sensibilizado com o drama familiar da vítima, que teve mãe assassinada e irmã violentada pelo pai. O advogado cita vários pontos do depoimento e, em seguida, aponta contradições.

A defesa alega, ainda, que em toda a fase de investigação não surge uma só testemunha que aponte Sefer como autor dos delitos. Afirma ainda que a investigação não conseguiu provar a existência de cárcere privado e cita o depoimento de dois conselheiros tutelares narrando terem encontrado a menor ingerindo bebida alcoólica num bar. Num outro trecho, cita que a menor se contradiz em relação às fugas. Ao final, a defesa pede a rejeição da denúncia por ausência de justa causa para a deflagração da ação penal.

Fonte: Da redação do Diário do Pará


Palavras-chave: Luiz Sefer , CPI da Pedofilia


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